Aloísio Fabiano Menezes, o Ceará, já trabalhava com a venda na rua antes de conseguir o ponto fixo onde atuou até a pandemia derrubar suas vendas

EMPRESA do vendedor foi uma das vítimas da crise econômica gerada pela pandemia

Aloísio Fabiano Menezes, o Ceará, está de volta ao comércio ambulante no Centro de Montenegro. O comerciante foi um dos cerca de dez empresários – o dado é do Núcleo do Comércio da ACI – que fecharam seus estabelecimentos em Montenegro no primeiro trimestre de 2021. É da parcela dos que não resistiu às recentes restrições às empresas decretadas para conter a disseminação da nova variante do coronavírus. E hoje, é da calçada em frente ao prédio onde tinha a sua loja, na esquina entre as ruas Ramiro Barcelos e Olavo Bilac, que Ceará vem fazendo parte de suas vendas.

“Eu fico aqui, vou lá pra esquina dos bancos um pouco também. Como ambulante, eu não posso ficar muito parado”, relata. A rotina não é novidade para o cearense de 48 anos de idade que adotou Montenegro como lar há quase uma década. Ele iniciou como ambulante, comercializando artigos diversos, nessas que são as mais movimentadas esquinas da Cidade das Artes. Com seu suor, conseguiu crescer. Alugou ponto fixo por um ano e depois mais um, bem em frente ao Café Comercial, onde manteve a sua loja por mais três anos. Então, veio a pandemia…

Ceará conta que acabou queimando sua reserva financeira para sobreviver a 2020. Neste ano, com o decreto de fechamento de empresas em março, não conseguiu mais custear as despesas com aluguel e funcionários. “Não tava dando nem pra comer mais. Não deu pra continuar”, ele recorda, em frente ao prédio que precisou entregar ao locatário. Ceará anunciou o fim de sua “Loja Ceará” em 15 de março; chegou a trabalhar como servente de pedreiro para contribuir com o sustento da casa – ele vive com a esposa e uma das filhas – e, desde a semana passada, voltou ao comércio; sua vocação.

Está no Centro, das 8h30min às 17h, mais uma vez com seu carrinho, como havia começado, vendendo seus tapetes, mantinhas e panos de prato; parte do estoque da loja que precisou fechar. Não tem sido fácil. Com uma crise que chega para muitos, num dia inteiro de trabalho na última terça-feira, dia 6, a receita total dele foi de apenas R$ 10,00. Mas o que não falta ao cearense é esperança de tempos melhores. “Ninguém passando fome, o resto, a gente corre atrás. E as coisas ainda vão melhorar! Uma hora eu ainda consigo uma outra sala para mim”, projeta o vendedor, que aproveita para deixar seu contato telefônico – (51) 984.145.483 – para quem queira e possa comprar seus produtos. Ele segue persistindo.

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