Foto: Arquivo/Jornal Ibiá

Mesmo assim, teve estabelecimento que registrou movimento de quem quis adiantar compras

Bem que podia ser pegadinha do Dia da Mentira, mas não. Desde esta segunda-feira, 1º de abril, entrou em vigor o reajuste nos preços dos medicamentos nos laboratórios de todo o País. Conforme definição da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), eles já podem subir até 4,33%. A alta é até acima da inflação, que fechou 2018 em 3,75%.

Em Montenegro, durante o dia de ontem, ainda não se sentia impacto nos valores. O fenômeno é normal, visto que as farmácias possuem estoques e o mercado local se regula pela regra informal de só ir repassando os ajustes quando os novos produtos chegarem com o preço maior dos laboratórios.

“Assim que vai entrando, aí vamos repassando. Provavelmente nessa terça-feira já teremos alguns com preços novos”, alerta o proprietário de farmácia Marco Antonio Marcadella. Dependendo do item e dos estoques, no entanto, algumas altas só devem ser se sentidas no bolso daqui há alguns meses.

Mas como os remédios são itens indispensáveis e que pesam no orçamento – levantamento da Fundação Getúlio Vargas indica que, em famílias com idosos, o peso dos medicamentos nas finanças é de 6% – teve montenegrino que não quis arriscar a alta. Na farmácia em que trabalha, o gerente Mario Ederson Fragoso viu aumentar o movimento de compras no último final de semana.

“Teve movimento acima do normal no domingo. Quando foi anunciado que os preços iam aumentar, teve muito pessoal que veio se adiantar”, revela.

À frente da unidade local de uma rede de farmácias, Mario Ederson conta que a empresa conseguiu negociar para segurar os valores antigos até o dia quinze de abril. “Vai ser assim na rede toda. Já fizemos isso no ano passado”, destaca.

Os 4,33% definidos pela CMED funcionam como um teto. O índice leva em conta, além da inflação, a produtividade das indústrias, o câmbio, a concorrência de mercado e as tarifas de energia elétrica. O laboratório que optar pelo aumento maior que o teto, inclusive, está sujeito à multa que, dependendo dos casos, pode chegar aos R$ 9,7 milhões. Quem optar pelo reajuste a menor, por sua vez, tem total liberdade.

Na avaliação do empresário Marco Antonio Marcadella, dono de farmácia, esse percentual anunciado não chega a ser algo exorbitante. “Em outros anos, o ajuste foi de muito mais. Agora, o mercado estabilizou”, coloca.

DÁ PARA POUPAR
Para quem queira poupar na compra dos remédios, sempre cabem algumas dicas. Dada a variedade de fabricantes e redes de farmácia na cidade, a primeira delas é a pesquisa de preços. Tem até sites especializados na internet, como o CliqueFarma, que permitem algumas comparações.

Optar pelos medicamentos genéricos, claro, também é opção. De acordo com a Anvisa, os preços deles podem ser até 35% mais baratos e as composições são as mesmas. Para poupar, ainda, alguns laboratórios oferecem cadastros em programas de fidelidade, que oferecem bons descontos. E há sempre que se considerar o Programa Farmácia Popular, que oferece descontos e, em alguns casos, até isenções. Cada centavo vale a pena.

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