Até sábado de manhã, foram coletados 54 tubitos, sendo que em cada havia de 6 a 10 larvas

A Vigilância Sanitária continuará realizando a força-tarefa para coletar larvas nos imóveis dos bairros São Paulo e Timbaúva

Na sexta-feira, agentes da Vigilância Sanitária e da Secretária Municipal de Saúde realizaram um mutirão para combater o mosquito Aedes aegypt – transmissor da Dengue, Zyka vírus e da Chycungunia – no bairro São Paulo. À tarde, porém, a equipe teve que redobrar o trabalho, após um novo foco para a criação do mosquito ser identificado no bairro Timbaúva, pois uma larva coletada, em uma armadilha, era do Aedes. Por isso, alguns agentes trabalharam tanto na sexta quanto no sábado pela manhã. Hoje, a força-tarefa continua forte em ambos os bairros e a colaboração dos moradores é essencial para o combate.

Larvas coletadas nos bairros São Paulo e Timbaúva serão analisadas

De acordo com coordenadora da Vigilância Sanitária, Silvana Schons, com este novo foco, a preocupação aumentou. “O tempo está propício para o desenvolvimento do mosquito e estes registros foram bem próximos (apesar de serem em bairros diferentes). Isso nos deixou mais alerta. Na sexta-feira fomos a campo com 20 agentes (somando os da Vigilância e os da SMS) para agilizar o processo no São Paulo, mas a equipe teve que ser divida para também procurar nas casas no Timbaúva. No sábado de manhã, muitos tinham seus compromissos e, portanto, foram apenas seis agentes que saíram a campo”, destaca.

A quantidade de larvas coletadas preocupa Silvana, mas ela afirma que ainda não é motivo para pânico. “Ao todo, recolhemos 54 tubitos, sendo que em cada um vão de seis a 10 larvas. Isso não significa que são larvas do mosquito Aedes. Todas estas amostras recolhidas serão encaminhadas para o laboratório e a partir de segunda-feira (hoje) já teremos os primeiros resultados. A possibilidade de aparecer mais larvas do Aedes é grande, mas ainda não tivemos nenhum caso de doença nem encontramos o mosquito na cidade. Por isso é essencial a verificação para evitar o surgimento do mesmo”, completa.

A agente de combate a endemias Andressa Pereira destaca que é preciso mais cuidados com a água parada e agradece a colaboração dos moradores. “Alguns pátios pareciam totalmente limpos e, mesmo assim foram encontradas larvas, que serão analisadas no laboratório”, comenta.

Vera Lúcia
Vera Lúcia, moradora

A moradora Vera Lúcia dos Santos acredita que o trabalho das agentes é fundamental para evitar a proliferação do mosquito na cidade. “Precisamos evitar essa doença. Temos que combater o mosquito. Procuro não deixar água parada, mas com a ajuda dos agentes é que a gente sabe se está fazendo certo ou não”, reflete.

Célia Niedt, de 53 anos, também recebeu a equipe e se surpreendeu com o resultado. “Sempre tento manter as coisas em ordem, mas só com a ajuda deles vemos o que acontece de errado. Encontraram uma larva em um pote de água, que deixo para os pássaros beberem. Nunca imaginaria que pudesse ter ali. Todo cuidado é pouco e por isso vou redobrar minha atenção. Afinal, não queremos esse mosquito livre por aqui, não é mesmo?”, declara.

Sem larvas no açude
De acordo com a agente Andressa Pereira não há larvas em um açude, que fica na rua Glauco Sá Brito, bairro São Paulo. “Várias pessoas já denunciaram o local, porém nós conferimos a água e não encontramos nada. Seria bem difícil encontrar, pois a água do local é corrente, o que afasta o mosquito, que precisa por seus ovos em água parada”, explica.

De acordo com a agente Andressa, não há larvas no açude de Auri Nied, no bairro São Paulo

O proprietário, Auri Nied, aprovou a verificação e também está preocupado com o Aedes. “É muito importante que eles verifiquem, pois a gente não entende muito. Eles sabem dizer se tem ou não. Em casa, sempre coloco areia nos vasos das plantas e faço o possível para não deixar água parada. Temos que eliminar esse mosquito de nossas vidas”, diz.

Colabore no combate
A luta conta contra o Aedes Aegypt não é fácil  e depende da colaboração de todos. Silvana reforça o pedido para que os proprietários permitam a entrada dos agentes, para que os mesmos verificam o local. “Se o morador não deixar, não podemos entrar na residência. E assim, se ali houver larva do Aedes, ela se desenvolverá. Peço a toda a comunidade que receba o pessoal. Confiram o crachá se tiverem dúvidas, mas deixem o pessoal conferir. Temos 813 imóveis para averiguar, juntando os dois bairros. Destes conferimos mais de 100 até sábado de manhã. Em geral fomos bem recebidos e agradecemos, mas ainda há muitas casas para conferir. Precisamos da ajuda de todos”, destaca.

Todo o cuidado é pouco, portanto é importante deixar que os agentes confiram as confiram os imóveis

Caso encontre um mosquito ou queira denunciar um ambiente propício para sua criação, informe a Vigilância pelo telefone (51) 3632-0171 para as denúncias. “No caso de encontrar um mosquito, a pessoa pode até levá-lo ao laboratório (rua Coronel Antônio Inácio) e deixá-lo aos cuidados da agente Janquiéli Dutra. O laboratório está aberto de segunda a sexta”, conclui.

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