Mesmo com chuva equipes da EGR trabalharam na via durante essa sexta-feira, 4

Já fazem mais de duas semanas que equipes da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) trabalham na manutenção da RSC-287. São três pontos que estão recebendo os serviços de reparos asfálticos, entre o cruzamento com a BR 470 (Trevo do Shell) até a entrada para a ERS 411 (antigo Frigonal), num trecho de sete quilômetros, na altura do bairro Senai e nas proximidades da rótula com a ERS-124 e Parque Centenário. Com as obras, além dos carros terem que passar por diversos buracos, o tráfego está mais lento, pois precisa ser intercalado nos pontos de intervenções.

Para alguns, a obra não foi pensada da melhor forma. Para outros, a “lentidão” do trânsito faz parte do progresso, mas o que se tem certeza é que todos esperam pelo melhor resultado possível. O empresário Oneri de Azeredo é um dos comerciantes que sofre com as consequências dos reparos, mas, para ele, isso faz parte da evolução. “As obras atrapalham bastante, o movimento acaba caindo. O progresso é assim, ele atrapalha também, mas tomara que fique bom”, torce.

Segundo ele, muitos motoristas evitam passar pelo local, por acharem perigoso. “A obra dá muita confusão aqui, muito pneu estragado, roda torta. O pessoal que está viajando e se depara com uma buraqueira dessa, direto dá problema. Mesmo ela sinalizada, quando vê está em cima e não dá pra desviar”, fala Oneri.

Já o motorista Paulo Roberto Müller, é contrário ao modo como está sendo feito o reparo. “Porque não fizeram as camadas por parte? Um pouco de cada vez? Mas não, ao invés disso abriram tudo e agora está esse caos”, argumenta. O montenegrino também relata a indignação de se esperar mais de 15min na fila para poder passar, mesmo fora de horário de pico.

De acordo com a Assessoria de Comunicação da EGR, o trecho, do km 0 ao 7, foi incorporado à malha rodoviária da EGR em 2018 e, após contratação do projeto de engenharia, teve a execução dos serviços licitada. “Estão sendo realizados todos os reparos profundos em pontos críticos observados e o recapeamento no trecho do quilômetro 5 ao 7, que não apresenta patologias na estrutura. Na sequência, serão feitos reparos em pontos localizados entre o km 0 ao km 3. Após, serão realizados os mesmos serviços no trecho do km 3 ao 5”, diz a Assessoria.

Estão sendo investidos R$ 1,5 milhão ao longo de 6 meses em trabalhos de manutenção da via. E segundo a EGR, o calendário das intervenções ainda dependerá de observação durante os trabalhos e condições climáticas. Até o final da obra, haverá tráfego intercalado nos pontos de intervenções.

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