Semáforos da esquina das ruas Osvaldo Aranha e Capitão Cruz ficam intermitentes durante a madrugada.

Departamento municipal analisa programações dos equipamentos e pretende incentivar a educação dos futuros motoristas para um convívio amistoso

São 23h e os semáforos da esquina das ruas Osvaldo Aranha e Capitão Cruz estão com sinal amarelo piscante. O fato chama a atenção dos motoristas e põe os condutores em alerta para que acidentes não ocorram. Outra esquina com a mesma situação é a das ruas Campos Neto e Juvenal Alves de Oliveira, no bairro Senai.

Diretor de Trânsito, Airton Vargas diz que testes visam dar agilidade maior ao trânsito de Montenegro. Foto: Arquivo Jornal Ibiá

O fato ocorre porque existe uma intervenção feita pela equipe de iluminação da Prefeitura de Montenegro. Conforme o diretor do Departamento de Trânsito, Airton Oliveira de Vargas, das 23h até as 6h da manhã, os semáforos destes locais estão com sinal intermitente, devido aos testes realizados com os equipamentos da marca Contransin. “Estes conjuntos semafóricos oferecem diversos recursos de programação e uma equipe verifica situações que possibilitam mais agilidade no trânsito nos horários de pico”, declara Vargas.

Segundo o diretor, nenhum incidente envolvendo veículos aconteceu durante os experimentos. “Não tivemos registros de acidentes, até porque são apenas duas esquinas, em bairros diferentes, e o semáforo intermitente chama a atenção e te obriga a ter mais cuidado”, ressalta. Além disso, outra condição estudada pelo Departamento de Trânsito é deixar o sinal “piscante” nas esquinas mais recuadas e isoladas do Centro na madrugada.

Educação no trânsito vale mais que semáforo
Quanto à colocação de novos conjuntos semafóricos em esquinas e ruas que ainda não possuem, Airton Vargas é categórico e afirma não existir a possibilidade. “Em grandes cidades de primeiro mundo, o semáforo não faz parte deste contexto. Se tivermos cruzamentos bem sinalizados e motoristas que respeitem as leis, não precisaremos destes equipamentos”, afirma. Hoje eles são necessários devido às recorrentes infrações dos motoristas.

Para que isso mude, um trabalho de base e conscientização deve ser feito, segundo Vargas. Para ele, os projetos que algumas escolas do município desenvolvem são fundamentais. “A escola de Costa da Serra, por exemplo, têm faixas de segurança dentro do pátio, onde os alunos já recebem orientações e conscientização”, diz.

De acordo com o Departamento de Trânsito, por meio da gradativa troca dos equipamentos semafóricos da cidade, os antigos aparelhos serão doados às escolas do município e serão úteis aos projetos desenvolvidos pelas instituições de ensino. Quem sabe em um futuro próximo, os motenegrinos possam viver em uma cidade com o sistema de trânsito parecido com o de Gramado, na Serra. “Lá, pedestres têm preferência, motoristas trafegam com velocidade mais baixa e maior atenção, além dos cruzamentos serem mais ordeiros. Não é difícil, é apenas uma questão de respeito”, conclui.

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