Reunião contou com participação de professores, alunos, ex-alunos, lideranças políticas, representantes da Fundarte, do Legislativo e do Executivo Municipal.

Sugestão de mais força ainda é área do Centenário que era ocupada pelos índios

A luta por um sede própria para a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) em Montenegro voltou à pauta nessa semana na Câmara de Vereadores. Reunião provocada pelo vereador suplente Rodrigo Corrêa (PDT) levou professores, alunos, ex-alunos, lideranças políticas, representantes da Fundarte, do Legislativo e do Executivo Municipal a discutir caminhos para a concretização desta, que é uma luta de quase dez anos. Uma comissão, agora, foi formada para dar sequência às tratativas. “A convicção que a gente tem é da importância da Uergs e de que ela precisa ficar na nossa cidade”, declarou Corrêa.

A retomada da discussão nasceu após o Governo do Estado oficializar o repasse do imóvel da antiga Fundação de Ciência e Tecnologia, em Porto Alegre, para a universidade. Declarações da reitoria, então, deram conta de que o espaço criava a oportunidade de reduzir um pouco dos quase R$ 2,5 milhões que a instituição vem gastando por ano com locações em suas diferentes unidades pelo interior. Como o local, em Montenegro, é alugado da Fundarte, alunos e ex-alunos começaram a se movimentar para garantir a continuidade da Uergs no Município. Nada oficial veio do Estado, porém, quanto a uma saída.

Levada ao Legislativo, a pauta acabou trazendo de volta a demanda por uma sede própria para a universidade no Vale do Caí; lugar que permita que ela amplie as suas atividades e também libere espaço para a própria Fundarte crescer. “Nós crescemos e ainda queremos crescer mais. É uma luta de longa estrada”, lembrou a professora Sílvia Lopes no encontro que ocorreu nessa quarta-feira, dia 20.

No caminho para o agendamento da reunião, o vereador Rodrigo Corrêa havia sugerido uma área do Município, no bairro Panorama, como um possível terreno que poderia ser repassado à universidade estadual. Nesse meio tempo, houve a desocupação do terreno do Estado, no bairro Centenário, que vinha sendo ocupado pela tribo indígena e que, ainda no Governo Kadu Müller, já havia sido sugerido para abrigar uma sede própria à Uergs. Voltou a ser a possibilidade de mais força. “Este seria um lugar perfeito, a meu ver”, opinou o vereador Felipe Kinn (MDB).

A ideia tem apoio do Governo Zanatta, que já enviou correspondência ao Estado formalizando o interesse de que aquela área, próxima da escola A.J. Renner, seja destinada a uma sede própria da universidade. Na reunião, o vice-prefeito Cristiano Braatz pontuou ainda que, se esgotadas as possibilidades do uso de terrenos do Governo do Estado em Montenegro, a própria Prefeitura deve ceder uma área sua. “Nós poderemos ver alternativas do Município”, falou. “Tem que ser uma área que não só respeite a história da Uergs, mas que tenha infraestrutura no entorno.”

À reportagem, a secretaria de Educação do Estado, pasta vinculada à propriedade do terreno no Centenário, informou que “está analisando o caso e ainda não há uma definição para destinação do local”. Dentre os desafios da comissão formada na quarta-feira estará fazer andar a proposta junto ao órgão; e também buscar recursos, através de emendas e outras parcerias, para a construção da sede após a conquista do terreno.

Deixe seu comentário