telhas estão quase todas colocadas. Dentro da casa, falta quase tudo

O forte temporal que atingiu Montenegro no dia 1º de outubro de 2017 deixou um rastro de destruição. Algumas consequências dele perduram até hoje. A casa de Geni Nunes, no bairro Estação, foi completamente destelhada com a força dos ventos. A água molhou móveis, roupas e eletrodomésticos, avariando os bens da humilde residência.

Geni entrou com o pedido de telhas – a exemplo de tantos montenegrinos – e as recebeu do Estado ainda em outubro. No entanto, não tinha ninguém que fizesse a instalação. A ajuda, para isso, chegou só há duas semanas.

O reparo ainda não está pronto. Neste meio tempo, a moradora tem vivido de favor. “Tô passando aqui e ali, na casa dos outros”, lamenta. Junto do filho, ela conta com a solidariedade, mas sempre está às voltas de sua residência. Isso porque, se não bastassem as perdas com o evento climático, os furtos são uma triste realidade no local. “Eu saí, tinha um pouco de comida ali dentro, mas me roubaram. Levaram até meu botijão de gás”, conta Geni, que agora segue atenta a qualquer movimento.

Dentro da casa, na Rua das Gardênias, os bens foram amontoados debaixo de lonas. Muito terá que ir fora. “Geladeira, roupeiro, estante. Tudo estragado”, relata. Ela resume dizendo que, basicamente, ficou só com a roupa do corpo. Geni já trabalhou em firma, foi cuidadora de idosos e doméstica. Hoje, diz que não consegue emprego. “Eu tô na luta, mas eu não consigo. Não está fácil”, coloca.

Diante da dificuldade financeira, ela recorreu à Prefeitura para a instalação das telhas que tinha ganho. Foi receber o serviço só há duas semanas atrás, quando uma equipe iniciou os trabalhos. O tempo, mais uma vez, não tem ajudado e, com as chuvas recentes, ainda hoje o serviço não foi concluído. O desejo de voltar para casa é grande e é só assim que Geni enxerga o primeiro passo para tentar reconstruir sua vida. “Mas é uma situação complicada”, pontua.

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