Os avisos chamaram a atenção dos consumidores

SEM PÂNICO. Entidades garantem que não há risco de desabastecimento

Um movimento que acontece em outras partes do País e do Estado já se percebe em, pelo menos, dois grandes supermercados de Montenegro. Os estabelecimentos estão limitando a quantidade de compra de alguns dos itens mais impactados pela recente alta no preço dos alimentos: especialmente o óleo de soja e o arroz.

Gerente de Marketing do Grupo Imec – a loja local é uma das que impôs a regra – explica que não há razão para receio quanto à falta de itens no estoque. O limte está, sim, relacionado à manutenção dos preços dos produtos. “São itens que dispararam o custo e nós estamos com valores bem agressivos (‘atrativos’). Esse limite é para poder dar a oportunidade de mais clientes comprarem”, aponta.
Cada cliente pode levar seis unidades de óleo de soja e até 15 quilos de arroz. Também há registro da prática no Nacional, onde o limite, no óleo, é de 20 unidades por cliente.

De acordo com a Associação Gaúcha de Supermercados, a Agas, a estratégia de limitação se dá, também, numa lógica de segurar um pouco as altas. “Quanto maior a demanda, mais o preço pode subir. Por isso, os supermercados utilizam a prática. Não temos nenhum relato de falta de produtos. Os supermercados gaúchos seguem abastecidos normalmente”, informou nota da entidade. O preço alto do óleo e do arroz vem sendo forçado pela alta do dólar, que estimulou as exporações e diminuiu a oferta no mercado interno. Quebra de safra e o próprio aumento do consumo de alguns alimentos nas residências durante o período de isolamento social também influenciaram.

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