Arquiteta Leila Schaedler trouxe exemplos de preservação do patrimônio histórico aplicados em Pareci Novo e Tupandi

Com o tema “Preservar é Possível”, um seminário promovido pelo Movimento de Preservação do Patrimônio Histórico de Montenegro (MPPHM) nessa quarta-feira, 18, na Câmara de Vereadores, trouxe experiências positivas de duas cidades da região. A preservação e o restauro de imóveis históricos em Pareci Novo e Tupandi foram abordados pela arquiteta Leila Schaedler, que trabalhou em projetos nos dois municípios.

O presidente do MPPHM, Ricardo Kraemer, destacou que há mais de 40 anos o grupo tem essa bandeira de refletir e valorizar o patrimônio da cidade. “Muitas vezes as pessoas dizem que é difícil preservar o patrimônio, mas é possível. Por isso, convidamos a Leila, pra trazer pra nós esses dois bons exemplos de preservação que ela está ligada”, aponta.

Especialista em Gestão e Práticas em Obras de Restauro, Leila explicou como o exemplo de inventário de imóveis históricos em Tupandi contribuiu para a preservação e restauração no município. “O inventário é um levantamento de algumas edificações históricas que uma equipe destacou como sendo mais relevantes. Em Tupandi nós inventariamos 20 edificações históricas em 2014. Desde então, nenhumas dessas edificações foi perdida e conseguimos restaurar muitas delas com leis de incentivo à cultura, verbas públicas ou por financiamento dos próprios proprietários”, destaca.

Leila avalia que Montenegro tem um grande potencial para a aplicação do projeto do inventariado, mas para isso é necessária a ajuda do poder público. “Muito já se perdeu em Montenegro, mas a cidade ainda tem um patrimônio histórico riquíssimo. Então eu acredito que o inventário seria um primeiro passo pra conscientização sobre esse patrimônio. Mas essa iniciativa tem que partir do poder público”, expõe.

Outro exemplo trazido pela arquiteta foi a obra de restauro do Seminário São José, em Pareci Novo, da qual é autora. “A gente começou a obra na última sexta-feira e vamos reconstruir o telhado que caiu e restaurar o telhado que existe. Com isso, a edificação vai estar protegida da chuva”, destaca Leila. A profissional afirma que esse será um primeiro passo para o restauro do prédio, mas muito importante para evitar ainda mais a deterioração do espaço. Um dos pontos positivos do imóvel, conforme Leila, é o tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado, fator que deve facilitar na busca de recursos através de leis de incentivo. “Ao contrário do que muitas pessoas acham, o tombamento não é um problema. O tombamento dá essa segurança de que o prédio não vai poder ser demolido, mas não impede de fazer obras”, conclui.(WM)

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