Organizadores vão redobrar esforços em busca de patrocínio de empresas e universidades para que evento possa ser realizado

Cultura. Orçamento é de R$ 140 mil, mas Município dispõe de apenas R$ 10 mil, enquanto Sesc pode contribuir com R$ 35 mil para atrações artísticas

Prevista para ocorrer entre 21 a 25 de novembro, a 15ª Feira do Livro de Montenegro ainda esbarra na falta de dinheiro e, por isso, corre o risco de ter uma programação mais enxuta. Na manhã de ontem houve mais uma reunião na Câmara de Vereadores na tentativa de se encontrar uma alternativa, mas a questão segue em aberto. Em torno da mesa, representantes da Biblioteca Pública, da Secretaria de Educação e Cultura, do Serviço Social do Comércio e do próprio Legislativo expuseram seus pontos de vista, mas parece não haver saída, já que o orçamento do evento é de R$ 140 mil e a Prefeitura dispõe de apenas R$ 10 mil — verba oriunda da Smec.

De acordo com o agente de esporte e lazer do Sesc Mateus Araújo, a entidade vai conseguir um aporte de R$ 35 mil. Contudo, este valor só poderá ser aplicado em atrações artísticas. A gerente da unidade do Sesc no município, Magda Azeredo, explicou que muitas atividades programadas para o segundo semestre de 2017 foram realocadas para ocorrerem durante a Feira do Livro, garantindo uma boa programação.
Permanece em aberto a definição do local que vai acolher o evento. A Praça Rui Barbosa é considerada o espaço mais adequado pela possibilidade de atrair visitantes, mas isso exigiria investimento de cerca de R$ 20 mil em locação de palco, cobertura e equipamento de som mais potente. Outra alternativa é a Estação da Cultura, que já possui área coberta, mas tem menos força para atrair público. Neste caso, o investimento em estrutura seria menor.

Para Magda Azeredo, a decisão é difícil. “Não sou a favor de investirmos na estrutura e pecar na programação”, ressaltou. O chefe de gabinete do prefeito, Edar Borges Machado, defendeu que não se pode dar um passo maior do que a perna. “Se tiver dinheiro, a Feira será na Praça. Se não, na Estação”, declarou.

A possibilidade de destinar uma parcela do orçamento da Câmara para ajudar a bancar a Feira do Livro está descartada. O advogado Adriano Bergamo, consultor jurídico do Poder Legislativo, observou que não há previsão legal de aplicação de recursos nesta área. Além de não haver dotação orçamentária, os valores disponíveis darão conta apenas das despesas fixas do Legislativo até dezembro, como a folha de pagamento.
Como o valor necessário ainda está longe do ideal, os organizadores vão redobrar esforços na busca de patrocínios junto a empresas e universidades da região. A Unisc é uma das possíveis parceiras e ainda avalia de que forma vai colaborar. Já a Associação Comercial, Industrial e de Serviços (ACI) Monteengro e Pareci diz que não tem verbas para esse fim. A Uninter será procurada nos próximos dias.

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