A falta de correntes de isolamento e pedras soltas colocam os pedestres em risco

Prefeitura descumpre promessa de celeridade na reconstrução da calçada
e munícipes reclamam da falta de segurança ao andar no local sem proteção

A Administração Pública de Montenegro ainda não concluiu a recuperação de parte da calçada do Porto das Laranjeiras, local onde, em julho do ano passado, ocorreu um acidente de trânsito. Na época, o então secretário de Viação e Serviços Urbanos, Ricardo Endres, prometeu que os reparos seriam realizados ainda naquela semana, porém seis meses se passaram e a obra ainda está pendente. Transeuntes reclamam da situação e afirmam que a área oferece riscos aos visitantes do cais.

GUILHERME não entende o motivo da falta de providências pela Prefeitura

O acidente ocorreu no início do mês de julho de 2017. Um trecho de cerca de 10 metros sofreu abalos. Parte do calçamento foi quebrado e as correntes e pilares de proteção foram arrancados pela força do impacto do automóvel. Em entrevista concedida ao Jornal Ibiá, o então secretário de Viação e Serviços Urbanos garantiu reparos imediatos para o local, mas meio ano se passou e o cenário da colisão continua praticamente o mesmo.
“Está bem perigoso andar por aqui”, avalia o estudante Guilherme Freitas, de 27 anos. “A Prefeitura poderia ter arrumado para depois cobrar do responsável. É uma coisa tão simples de ser feita, em seis meses já deveria ter sido arrumado”, opina.

joeli Rodrigues mostra os riscos de se andar pela beira do rio

Assim como Guilherme, outras pessoas lamentam a situação. O carpinteiro Joeli Mário Rodrigues, de 49 anos, mora no bairro Timbaúva e costuma ter a beira do rio como um dos locais para realizar caminhadas. Ele conta que costuma ficar atento quando passa por alguns pontos da orla. “A situação tá ruim”, alerta. Joeli tem cuidado, mas teme que crianças e idosos possam cair e se machucar, caso venham a tropeçar nas pedras soltas. “Esse local é muito importante para a cidade para estar da forma em que se encontra”, avalia.

Airton Oliveira, 58 anos, tem uma relação mais próxima com o Porto das Laranjeiras. A mãe dele reside em frente ao local atingido pelo automóvel. Para ele, as providências para recuperação da calçada e segurança dos pedestres já deveriam ter sido tomadas há bastante tempo. “É um gasto necessário. Se coloca tanto dinheiro em outras coisas, por que não arrumam aqui?”, questiona.

Até o fechamento desta edição, não houve retorno do Executivo quanto a novos prazos para a realização das melhorias.

Deixe seu comentário