Cerca de 1.200 cestas básicas estão sendo distribuídas mensalmente pela Prefeitura. foto: Acom/Prefeitura de Montenegro

Banco de Alimentos foi criado para beneficiar quem precisa e não se enquadra nos critérios

Em entrevista à Rádio Ibiá Web nessa terça-feira, 20, o secretário de Habitação, Desenvolvimento Social e Cidadania de Montenegro, Luís Fernando Ferreira, afirmou que quem tem direito ao benefício da cesta básica não ficará sem receber os alimentos enquanto aguarda para fazer o recadastramento, mesmo que este tenha sido marcado para junho ou julho.

“O recadastramento é uma coisa. Se a pessoa tem direito ao benefício eu jamais vou deixar ela sem comida no mês de abril e maio”, destacou Ferreira.

Conforme o secretário, estão sendo distribuídas cerca de 1.200 cestas básicas mensalmente pela Prefeitura. A orientação para quem necessitar dos alimentos antes da data do recadastramento é procurar atendimento junto à SMAHD. “Então que ela procure a gente aqui para a gente ver qual a situação dela, não tem como deixar essas pessoas dois meses sem comida”, afirmou o secretário, referindo-se a reclamações de que a entrega dos alimentos estaria atrelada ao recadastramento feito pela administração municipal.

Como alternativa para beneficiar famílias vulneráveis, mas que não se enquadram no critério de renda mínima para receber as cestas básicas, a Prefeitura anunciou na última segunda-feira, 19, a criação do Banco de Alimentos Municipal. Hoje, a distribuição de cestas básicas pelo município obedece a critérios estabelecidos pela lei estadual 6.369/2017, contemplando famílias com renda per capita de até um quarto de um salário mínimo, o que equivale a R$ 275,00.

Com a criação do Banco de Alimentos a administração pretende beneficiar famílias que não se enquadram neste critério, mas que também necessitam de auxílio, principalmente por conta do impacto na renda devido à pandemia de Covid-19.

Segundo Luís Fernando Ferreira está sendo avaliado também uma contribuição do Executivo Municipal para compor as doações do Banco de Alimentos. “A Prefeitura pode contribuir se faltar cestas básicas e também com itens que não estão sendo muito doados pela população, como o azeite”, destacou o secretário.

Ferreira também pediu a ajuda dos montenegrinos com a doação de alimentos, que pode ser realizada nos locais de vacinação contra Covid-19 e também na sede da SMHAD, mas salientou que a população verifique a data de validade dos alimentos. “A gente pede também para que as pessoas não doem alimentos vencidos, então antes de doar olhe a validade”, afirmou o secretário.

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