No Cemitério Católico de Santos Reis, várias sepulturas estão sem crucifixos
Crucifixos e ornamentos das sepulturas foram furtados

ROUBO e furto em cemitério preocupam moradores

A tranquilidade na pacata localidade de Santos Reis, interior de Montenegro, voltou a ser abalada. O Cemitério Católico da comunidade, mesmo em local de difícil acesso, foi alvo de furtos. Na madrugada dessa terça-feira, dia 9, o pavilhão de um packing house foi invadido. Essa é a segunda ação criminosa que ocorre no local de 2018 até agora.

Para seu João Bruno Führ, o(s) “ladrão(ões) do cemitério” deve ser alguém que conhece bem a comunidade e sabe a hora certa de agir. “Tava demorando pra esse tipo de coisa acontecer aqui”, diz o morador ao explicar que furtos em cemitérios se tornaram comuns nas comunidades interioranas.

Nas redes sociais, moradores relatam que o Cemitério Católico foi “visitado”, mas a data exata em que isso ocorreu não é informada. O alvo da ação dos meliantes são os crucifixos e ornamentos utilizados nas sepulturas, confeccionados em bronze e outros metais com valor no mercado. “O verdadeiro ladrão é quem compra essas peças”, avalia seu João. Outra moradora da região conta que até mesmo fios da rede elétrica vêm sendo furtados, para retirada do cobre.

O pavilhão de um conhecido packing house também foi invadido. Conforme apurado pela reportagem, pelo menos dois homens teriam entrado no local e tentado estragar o sistema de câmeras para que não registrassem suas imagens. Um deles iluminou a câmera com uma lanterna enquanto outro tentou danificar o equipamento. Contudo, ainda foi possível obter imagens da ação.

Do local foram levadas roçadeiras, motosseras, balança e cerca de 200 quilos de carne de gado. Na tarde dessa terça-feira, o proprietário do estabelecimento esteve na Delegacia de Pronto Atendimento de Montenegro (DPPA) para registrar ocorrência. A reportagem contatou a vítima, mas ele não atendeu a ligação telefônica. A Polícia Civil não liberou acesso ao registro de ocorrência.

Vários túmulos foram “visitados” pelos meliantes


Insegurança altera rotina dos moradores

A ocorrência de furtos e assaltos coloca os moradores em alerta. Além de se recolherem cedo, os vizinhos “monitoram” tudo que acontece na estrada e nas casas do local. Quando algo suspeito acontece, eles logo se comunicam, com o intuito de evitar que o pior aconteça.

Em entrevista ao Ibiá em junho de 2019, os irmãos Gilberto e Lourdes Alflen já falavam sobre a insegurança sentida. “A gente tem medo”, afirmava Lourdes. “Aqui já não é mais tranquilo”, avaliou Gilberto.
A violência vem mudando a rotina dos cidadãos. “Antes a casa ficava aberta até tarde, agora a gente fica com portas e janelas trancadas e cuida pra não voltar pra casa de noite. Quando a gente vê estranhos, já se recolhe”, relatou Lourdes.

Segunda invasão em três anos
Em junho de 2018, três homens chegaram à propriedade em um carro, vestindo coletes da corporação da Polícia Civil. Armados com pistolas, eles disseram estar atrás de uma quadrilha responsável por um assalto a banco em Maratá. Pouco tempo depois, anunciaram o roubo e renderam o proprietário e três amigos que estavam trabalhando em um galpão próximo à casa.

A mulher, que estava dormindo na residência, também foi rendida. Às cinco vítimas foram amarradas com plásticos e presas em um banheiro no galpão. Os homens fugiram levando dinheiro e joias da família.

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