Rotatória é localizada na “Via II”, fazendo a travessia com a Rua Dr. Campos Neto

Trânsito. Quem passa pelo local afirma que o cruzamento é perigoso!

Não é algo incomum vermos a quantidade de veículos enfileirados nas ruas, muitas vezes tentando ocupar espaços que não os comportam. Enquanto a condição de vida do brasileiro tende a melhorar, a aquisição de um carro ou moto é uma das primeiras opções na lista de desejos. Entretanto, a mobilidade urbana é cada vez mais afetada pelo número de carros, motos, ônibus e caminhões nas ruas e avenidas, que não dão conta dessa demanda. Em Montenegro não é diferente. A cada crescimento que a cidade apresenta, a quantidade de carros também aumenta. E isso acaba trazendo transtornos à população.

O motorista Decionir afirma que a rotatória do entroncamento confunde quem transita pelo local, o que acaba sendo um risco grande para os usuários

É o que o alega Decionir Oliveira da Luz. Morador do bairro Timbaúva há 20 anos, ele afirma que o trânsito nos horários de pico na cidade é ruim, e cita como exemplo o entroncamento da Avenida Julio Renner, a Via II, com a Rua Campos Neto, próximo do prédio da Secretaria da Saúde (antiga Assistência). Para ele, o movimento de carros é grande, principalmente pela circulação de veículos nos prédios da Assistência e da Justiça do Trabalho, que ficam no entroncamento. “As outras entradas para a avenida também são perigosas, porque é saída em direção à Via II. Mas este cruzamento é mais perigoso porque ele tem circulação dos dois lados.”

Até mesmo o melhor dos condutores fica confuso com o formato da rotatória

Com o crescimento da área próxima à rotatória, o trânsito foi ficando mais intenso. “O problema começou a aumentar nos últimos anos porque essa região começou a crescer muito. Na minha impressão, é necessária a construção de uma rótula aqui, para que quem vem da Via II reduza a velocidade.”, completa Decionir.

Assim como Decionir, o administrador de redes Túlio Terra também reclama do local. No mês passado, ele sofreu um acidente no local. “Estava no sentido Timbaúva – SESI e quando parei na avenida para fazer o cruzamento, fui atingido por uma moto, que vinha na direção do Hospital Unimed. A moto bateu no lado esquerdo, atrás do motorista, quebrou o vidro traseiro e danificou bastante a porta traseira”. Apesar do susto, Túlio afirma que ocorreram apenas danos materiais. “O motociclista foi de ambulância para o hospital, mas graças a Deus teve somente escoriações”.

Para o administrador, a movimentação em toda a avenida é grande e dá margem para muitos acidentes. “Se você passar após as 17h na Via II vai observar pelo menos três cruzamentos que são quase armadilhas para os motoristas que tentam atravessar esta avenida.”

Airton Vargas, Diretor de Transporte e Trânsito. Foto: Acom/ Prefeitura

“BOAS CONDIÇÕES”

Mesmo com as reclamações dos motoristas que transitam pelo local, de acordo com Airton Vargas, Diretor de Transporte e Trânsito da cidade, o trecho apresenta boas condições de tráfego. “Estamos atentos ao aumento considerável de veículos que utilizam esta via, principalmente com os novos loteamentos habitacionais que estão sendo construídos no bairro Timbaúva.”

O titular da pasta ainda afirma que possíveis medidas que possam melhorar a mobilidade no local passam por outros setores. “A Avenida Júlio Renner, quando foi construída, era para ser uma via expressa. Para uma mudança na fluidez do local é necessária passar por engenharia de tráfego e/ou plano diretor e plano de impacto viário principalmente com os novos loteamentos habitacionais.”

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