Gladis Luísa Baptista é a fundadora do Solar das Bromélias

Acolhimento. Com aconchego, local busca ser extensão da casa dos idosos

O Residencial Geriátrico Solar das Bromélias, localizado na Estrada Geral de São José do Maratá, em São José do Sul, iniciou suas atividades no dia 4 de julho do ano passado. A intenção da idealizadora do espaço, que nesta quarta-feira completa um ano, a enfermeira e professora universitária Gladis Luísa Baptista, 55 anos, foi criar um lar que representasse a extensão da casa dos idosos. O Solar também serve como residência temporária para o público da terceira idade em tratamento médico.

A convivência em grupo é apreciada pelos idosos do Residencial

Gladis relata que o residencial surgiu diante da demanda da população de idosos. Em seu trabalho como enfermeira, no passado, ela conviveu de perto com asilados. Com isso, foi alimentando a ideia de desenvolver um projeto em que os idosos pudessem realmente se sentir acolhidos como se ainda estivessem em casa. A professora universitária da Feevale reside em Novo Hamburgo, mas passa a maior parte do tempo no Solar. Natural de São José do Sul, ela pretende, num futuro bem próximo, mudar-se para o Residencial. A enfermeira diz que a instalação da casa em São José do Sul é uma forma de colaborar com o desenvolvimento da cidade e também de proporcionar tranquilidade aos idosos, já que a área é afastada de grandes movimentações.

O Solar conta com 15 vagas, das quais 13 estão ocupadas atualmente. Graças a uma obra de ampliação, o número irá chegar a 20. Gladis pretende manter um número pequeno de moradores para que eles realmente se sintam como se estivessem em seus lares, propósito que já vem sendo buscado desde que os primeiros moradores chegaram. “Conhecemos todas as famílias. Não chamamos o residente de vô ou vó. Eles são chamados por seus nomes”, conta.

No local, uma equipe multidisciplinar formada por 14 profissionais, entre médico, nutricionista, fisioterapeutas e enfermeiros, entre outros, dão suporte a todas as necessidades dos moradores. Alguns idosos estão lá desde o início das atividades. Outros, contudo, encontram-se literalmente só de passagem, porque o Solar oferece a opção de lar temporário, inclusive para quem está em recuperação de cirurgias ou tratamento médico.

Diferentes motivos unem residentes na instituição
No Solar das Bromélias, cada morador tem seu motivo para estar lá. Ivone Colling Führ, 83 anos, por exemplo, aguarda sua filha se recuperar de uma cirurgia. Mas essa não é a primeira vez que a idosa passa uns dias lá. “Quando ela viaja ou tem um compromisso, eu venho pra cá”, conta.

Dina Guedes é residente temporária, mas planeja se mudar definitivamente

Já Dina Guedes, 68, está na casa por outro motivo. Nesse caso, ela é a enferma e necessita de cuidados. Ela teve uma queda e acabou sofrendo várias fraturas que a levaram a passar por uma cirurgia. Sem ter quem cuide dela em casa, a senhora resolveu passar um período sob os cuidados da equipe do residencial. Dina já está no local há mais de 30 dias e projeta vender suas coisas e mudar-se definitivamente.

Ivone Aguiar, 84, foi a primeira moradora a chegar ao Solar. Antes disso, ela morava sozinha em casa e começava a enfrentar as dificuldades comuns aos idosos nessa faixa de idade. “Minha filha pesquisou bem antes de me trazer para cá. Eu gostei muito daqui, gosto de ter novas companhias”, diz a residente.

O Solar das Bromélias reúne idosos de cidades como Montenegro, Porto Alegre, Estrela e São Leopoldo. O espaço foi projetado para ser uma espécie de casa de campo, com área de convivência interna e externa.

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