Abastecimento deve ser normalizado até o meio-dia. Foto: Internet

A Corsan realmente alterou a pressão da água na rede do Cinco de Maio. Moradores do bairro procuraram o Ibiá revelando sua suspeita, assinalando que iniciou há duas semanas, após uma obra na tubulação. A Companhia esclarece que, na verdade, esse trabalho foi justamente para trocar a ligação de adutora e reduzir a pressão. Apesar de estar em período de teste, a tendência é que o sistema permaneça assim, pois não traz prejuízos.

O gerente Lutero Fracasso foi até a comunidade na tarde da última sexta-feira para atender pessoalmente a reclamações e explicar a alteração. Antes, o bairro tinha uma pressão forte, de até 6 quilos, pois era ligada à rede que abastece os bairros altos da cidade. Segundo Lutero, isso provocava muitos prejuízos, com constantes rompimentos de adutoras. Porém, ele não soube especificar quantos consertos ocorreram e quanto foi gasto naquela área no último ano. Mas disse que o bairro está entre os cinco com maior índice de rompimentos de rede. “O dinheiro investido em rompimentos era muito grande”, afirmou. Agora, o Cinco de Maio foi ligado à rede de média, reduzindo a pressão no pé do hidrômetro para 3, 2 e 1,5 quilos, um índice aceitável.

Lutero explica que, pela legislação, as companhias são obrigadas a fornecer o mínimo de um quilo de pressão no hidrômetro. A maioria das casas estaria recebendo entre 2 a 3, e uma meia dúzia de economias, em pontos mais elevados, observam 1,5 de pressão; portanto meio quilo acima do mínimo. “Eles estavam acostumados com uma pressão absurda”, observa.

O medo dos moradores é que aparelhos eletrodomésticos estraguem. Lutero garante que uma máquina de lavar roupas, por exemplo, não queima por causa de água fraca. Inclusive, sexta-feira, ele foi recebido de forma agressiva por uma moradora que fazia essa queixa. Após acalmá-la, o gerente e sua equipe abriram o filtro da máquina e o encontraram entupido. Após uma limpeza, voltou ao normal. Também não há perigo aos chuveiros, pois, segundo Lutero, são fabricados para trabalhar com apenas 300 gramas de pressão. Ele explicou ainda que não adianta abrir mais o registro junto ao hidrômetro, pois isso apenas resultará em mais litros passando por minuto, mas com a mesma pressão. “Eles terão que se acostumar”, finalizou o gerente.

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