Presidente da associação comunitária, João Paulo Orth, mostra o segundo poço, que depende de instalação da rede trifásica para funcionar e atender a comunidade

Primeiro passo é a instalação de uma rede trifásica no local

A localidade de Muda Boi sofre há meses com o problema de falta de água. O poço em funcionamento na comunidade não consegue atender a demanda que aumentou agora no período do Verão.

Segundo o presidente da associação comunitária de Muda Boi, João Paulo Orth, um único poço abastece todas as casas, o que é insuficiente. Outro poço foi perfurado cerca de dois anos atrás através do Programa de Perfuração de Poços (PAP) do Governo do Estado. No entanto, para poder colocá-lo em funcionamento falta uma bomba e canalização para ligá-lo às caixas d´água e abastecer as residências. Além disso, outro ponto importante é a instalação de uma rede trifásica.

Representantes da Corsan e da Prefeitura estiveram na comunidade nas últimas semanas buscando uma solução. No dia 26 de janeiro, o prefeito Gustavo Zanatta e alguns secretários estiveram em Muda Boi para apresentar uma proposta. Na reunião ficou acertado que o primeiro passo que deve ser dado é a instalação da rede trifásica pela associação comunitária. Em seguida deve ser tratado quem fará a ligação do poço e a instalação da bomba para então colocá-lo em funcionamento.

Um único poço é responsável pelo abastecimento de 155 casas na localidade

Enquanto a solução definitiva não chega, a Corsan está disponibilizando 15 mil litros de água que estão sendo levados duas vezes na semana até Muda Boi através de um caminhão-pipa. A medida emergencial seguirá até que o segundo poço esteja funcionando.

De acordo com o presidente da associação comunitária de Muda Boi, a entidade já realizou a solicitação de instalação da rede trifásica para a cooperativa Certaja, responsável pela distribuição de energia na localidade. “A empresa tem um prazo de 30 a 45 dias para executar o serviço, a partir da instalação da rede trifásica pode estão começar a instalação da tubulação e da bomba”, destaca Orth.

O engenheiro responsável pela operação da Corsan em Montenegro, Ângelo Marcelo Faro, conta que a empresa vem desempenhando o papel previsto em contrato, que é prestar o apoio técnico às comunidades que não são atendidas pela empresa. “A Corsan no contrato de programa assinado com o município tem essa questão de apoiar tecnicamente as situações que não são da área urbana, são da área rural, onde não prestamos serviços”, aponta Faro. No caso de Muda Boi, o engenheiro destaca que a empresa já está auxiliando com as questões técnicas, fazendo especificações de equipamentos e acompanhando se o trabalho está sendo feito dentro dos moldes e das técnicas que a Corsan domina em abastecimento de água.

A solução ainda está em construção. Mas o secretário de desenvolvimento rural do município, Ernesto Kasper, alerta que mesmo após a resolução do impasse, a estabilização do abastecimento de água na comunidade passará também por um planejamento de longo prazo. “Temos que fazer junto a associação da comunidade uma melhor gestão da água”, diz o secretário. Para ele deve haver um planejamento no caso de expansões de rede, para evitar que o aumento da demanda cause esse tipo de situação.

Para o engenheiro da Corsan, o caminho passa também pela conscientização da população sobre o uso da água. “A comunidade tem que se conscientizar que água é um bem público e não é uma coisa que as pessoas podem desperdiçar”. Ele lembra que o valor pago pelos moradores é inferior ao cobrado pela Corsan, por exemplo. “Se tu desperdiçar a água vai faltar para todo mundo, que é o que está acontecendo nessas comunidades, onde a água é mais barata e as pessoas desperdiçam”, aponta.

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