Crédito: Arquivo Jornal Ibiá

Os prejuízos causados pelas cheias do Rio Caí, na semana passada, levaram o prefeito Luiz Américo Aldana a decretar “Estado de Emergência” em Montenegro. A decisão foi tomada nesta tarde, depois que o chefe do Executivo participou de uma assembléia da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs). Participaram do encontro dirigentes de mais de 250 cidades.

Já em sua manifestação na reunião da Famurs, Aldana salientou que Montenegro não recebeu nenhum recurso referente à enchente do ano que passado. Explicou que o município teve de solucionar, com seus poucos recursos, os mais de R$ 38 milhões de prejuízos deixados pelas enxurradas e pela cheia de 2016, inclusive comprometendo o orçamento de 2017.

Neste ano, segundo o prefeito, os prejuízos já somam mais de R$ 2 milhões, o que requer uma readequação orçamentária. “A decretação do Estado de Emergência para Montenegro, nesse momento, é extremamente necessária, pois não há como manter o município com a falta de recursos oriundos dos governos estadual e federal. É uma questão se sobrevivência econômica”, declarou.

O coordenador da Defesa Civil do Município, Marcelo Silva, destaca a importância da reunião na Famurs e lembra que, na próxima semana, representantes de Montenegro estarão em Brasília para um encontro com o ministro da Integração Nacional, Elder Barbalho. O objetivo é buscar a liberação de verbas referentes aos prejuízos do ano passado, que ainda estão retidos.

Em relação à cheia de semana passada, o próximo passo é o envio dos relatórios e a homologação do decreto pelo Estado.

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