A ponte foi reinaugurada em outubro, mais de três anos depois do temporal que fez a estrutura original ceder. FOTO: ARQUIVO/JORNAL IBIÁ

Empresa pediu reequilíbrio financeiro devido à alta dos insumos da obra

A demora na construção da ponte que dá acesso ao Balneário Municipal Afonso Kunrath, o Baixio, vai implicar em um maior desembolso de recursos próprios da Prefeitura de Montenegro. Inaugurada há pouco, no fim de outubro, a obra já tinha um custo total de R$ 161,6 mil – desses R$ 131,2 mil vieram da União. Porém, após pedido de reequilíbrio financeiro da empreiteira, o Município aceitou pagar mais R$ 61,4 mil pela ponte. O custo extra veio a público após pedido de informações feito pelo vereador Paulo Azeredo (PDT) ao Executivo; e foi confirmado pela reportagem. O valor já está reservado.

“A empresa entrou com um pedido solicitando o reequilíbrio por conta da diferença de valor dos materiais entre o início da licitação até o início da obra”, explica o engenheiro Daniel Vargas de Oliveira, da secretaria municipal de Gestão e Planejamento. A licitação que contratou a empresa que finalizou a ponte foi formatada com orçamentos de 2020. Porém, um impasse em relação ao curso da água para a realização da parte de concretagem atrasou o serviço, que só foi retomado neste ano, em abril. “Nesse tempo, aumentou muito o ferro e o concreto; então a empresa abriu um processo e pediu o reequilíbrio das contas”, adiciona Oliveira. A solicitação passou por análise da Administração e foi aceita.

O pagamento extra acaba se somando a uma série de entraves que atrasaram a entrega da ponte; que cedeu após um temporal em setembro de 2018. O governo municipal, na época da gestão Kadu Müller, solicitou verba a Brasília para solucionar o problema, mas ela foi considerada muito alta. Acabou sendo demandado o cadastro de novo projeto, ajustado. Atrasou a tramitação.

O primeiro processo licitatório, depois disso, não recebeu interessados. Numa segunda tentativa, uma primeira empresa iniciou as obras em 2019, mas abandonou o projeto. “Ela fez a parte de demolição e não continuou mais a obra. A Prefeitura, então, rescindiu o contrato”, lembra Daniel. “Essa empresa recebeu pela parte que executou, então se fez novo certame licitatório, com correção da planilha orçamentária.”
Contratada a nova organização que, enfim, entregou a ponte, ainda houve o novo atraso e, com ele, a demanda pelo reequilíbrio dos custos. “Nós estamos falando de quase dois anos, então é uma diferença bem grande”, coloca o engenheiro.

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