Se o tempo se manter firme, últimas intervenções devem, enfim, garantir a liberação da obra

Prefeitura diz que atraso, agora, é por conta da umidade

Após perder as duas mais recentes previsões de conclusão das obras, a Prefeitura de Montenegro avalia que a ponte de acesso ao Baixio possa ser devolvida à comunidade na primeira quinzena de agosto. Segundo o secretário municipal de Obras Públicas, Edson Eggers Machado, porém, será preciso contar com uma forcinha de São Pedro. Isso pra que o clima firme dos últimos dias permaneça e dê possibilidade de realizar o que ainda falta.

“A obra foi toda feita com a parte de concreto armado, com as galerias, a base, depois a laje de concreto. Então, teve um período de ‘cura’ que o concreto precisa, de 30 a 40 dias, para depois remover as formas”, explica o secretário. “O que a empresa tem que fazer, agora, é a última etapa que é o reaterro; a terraplenagem para chegar com o material naquela parte de concreto armado. É uma etapa que não se pode fazer quando se tem muita umidade ou não dá a compactação. Então, tem que aguardar. É um material que agora, no Inverno, é complicado de mexer.”

Machado garante que não houve nenhum problema com a empresa; e que as recentes prorrogações no prazo de entrega se devem às condições climáticas adversas e possibilidades de execução do projeto. “Nós fazemos a fiscalização e analisamos se o material está seco o suficiente. Mas, no momento, quando está querendo secar, chove de novo”, lamenta. “A princípio, o que falta é um serviço rápido. É serviço de duas, três semanas no máximo. Mas precisamos de um clima com condições”, diz.

É LONGA A ESPERA
A ponte que dá acesso ao Baixio cedeu em 2018, após um temporal, em meio à grande vazão da água do Arroio Montenegro. Na época, a Prefeitura tentou obter recursos da União para a reconstrução, mas foi negada com a solicitação de que fizesse um projeto mais barato. Nas readequações, o Município conseguiu o dinheiro apresentando projeto com galerias pré-moldadas; menos caras. Veio R$ 131 mil da União com contrapartida de R$ 42 mil da Prefeitura.

Mas houve outros problemas no caminho. Na primeira licitação, nenhuma empresa demonstrou interesse no contrato. Na segunda, uma venceu, iniciou as obras no fim de 2019, mas abandonou o projeto. Nova licitação foi aberta em 2020, quando venceu a atual empresa que faz a obra. No entanto, surgiu um impasse em relação ao curso da água para a realização da concretagem que precisou ser resolvido. Com tudo isso, a obra só reiniciou em 2021.

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