Medidas são as mesmas em prática desde o mês de março e visam garantir a segurança dos trabalhadores. FOTO: BRASKEM/DIVULGAÇÃO

A manutenção dos protocolos de segurança em função da pandemia do novo coronavírus foi anunciada pelo Comitê de Fomento Industrial do Polo, o Cofip. A entidade engloba as empresas Arauco, Arlanxeo, Braskem, GS Inima, Innova, John Deere, Oxiteno, Polo Films e White Martins – as principais do complexo que forma o Polo Petroquímico de Triunfo e o Distrito Industrial de Montenegro. Apesar de terem flexibilizações autorizadas pelo poder público, as organizações concordaram em seguir com regras mais rígidas de controle à disseminação do vírus.

De acordo com o diretor administrativo do Cofip, Sidnei Alves dos Anjos, as empresas estão operando com média de 50% do total de funcionários trabalhando presencialmente. O percentual equivale ao protocolo de bandeira preta para as empresas do setor químico, a principal atividade do complexo. Isso apesar de, hoje, o sistema de Distanciamento Controlado do Estado classificar Montenegro e Triunfo como bandeira vermelha; e os municípios ainda terem se habilitado ao modelo de cogestão, autorizando o uso da bandeira laranja. Em ambos, o teto de ocupação das indústrias seria de 75%.

“Não estamos querendo contestar ninguém que pensa diferente”, pontua Sidnei. “Mas a gente acha que não é hora ainda (de flexibilizar). No momento, temos que ser mais cautelosos. Nós temos uma dependência enorme das equipes para garantia da segurança no processo industrial, que é um processo crítico e que exige uma atenção enorme. Não se substitui essas pessoas com facilidade.”

Essa redução de pessoal se sustenta já desde a segunda quinzena de março, quando a pandemia atingiu a região. “Nós colocamos todo o pessoal administrativo em home office. Só vem quem está ligado diretamente à segurança do pessoal e, mesmo a Engenharia, por exemplo, só vem pontualmente para uma manutenção ou outra e volta”, explica o diretor do Cofip. “Terceiros, como os da manutenção industrial, nós também reduzimos ao necessário e tudo o que era possível protelar, nós jogamos para frente.”

Segundo Sidnei, os gestores das empresas do Polo se reúnem duas vezes por semana para tratar das medidas. Eles também seguem com restrições mais rígidas do que as determinações do Estado e Municípios no que se refere ao transporte de funcionários até as plantas. Autorizam apenas 50% da ocupação dos veículos enquanto, no modelo de cogestão, 100% dos assentos já poderiam ser ocupados. “Para quê expor (os colaboradores)? É nesse sentido que estamos pensando”, coloca o diretor.

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