Durante 24h, a Rua da Poesia proporciou música, artes, conversa, chimarrão e, claro, poesias. Quem passou pela rua Castro Alves, no bairro Ferroviário, entre 00h e 23h59min de sábado, curtiu atividades relacionadas à literatura.

Segundo Maria Izabél Vargas da Silva, uma das idealizadoras do evento, além de um momento literário, a Rua da Poesia é um ato político. “Se as pessoas de bem ocuparem as ruas, os marginais não vão ocupar”, diz.

Várias pessoas declamaram produções próprias, entre elas o funcionário público Davi Bueno Gehlen, 43, que produziu o primeiro poema especialmente para a Rua da Poesia, ainda na primeira edição do evento. “Por causa da Rua da Poesia, eu fui estudar e pesquisar mais sobre o assunto”, contou. Emocionada, Maria Izabél afirmou que esse depoimento dá validez ao projeto.

Na manhã de sábado, o CTG Reminiscências participou do evento com a apresentação da prenda Mariana Alvez, 20, e do peãozinho Bernardo Callegaro, de dois anos. “A nossa tradição gaúcha tem muito de poesia, música e dança. É muito bom estarmos fazendo parte de um evento como esse, que tem tudo a ver com o tradicionalismo”, afirmou Mariana.
Segundo Maria Izabel, a ideia é que todos os segundos sábados de março o evento se repita na rua Castro Alves.

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