Exposição traz documentos e objetos da Ordem e está à disposição da comunidade

No dia 23 de novembro, a Ordem Auxiliadora das Senhoras Evangélicas, a Oase, completa seus 110 anos. Por isso, nas próximas terças-feiras, 23 e 30 de novembro, das 14h30min às 16h30min, a Igreja da Ressurreição, localizada na rua Fernando Ferrari, 1304, recebe uma exposição com fotos e objetos que contam a histórias da mantenedora do Hospital Montenegro 100% SUS (HM) ao longo de todos estes anos. Nessa terça-feira, 16, houve a abertura da exposição, onde as mulheres da Ordem puderam visitar e reviver alguns dos momentos importantes através de imagens, documentos e objetos.

Eliane Daudt, presidente da Oase, explica que a exposição relata muito dos 110 anos de atividade da Ordem em Montenegro. “Temos vários grupos no Brasil inteiro. A Oase veio com a imigração alemã e assim, foi se espalhando para todas as cidades onde tinha uma Igreja Evangélica Luterana. A Ordem teve início com senhoras lá por 1911. Elas que realizaram a primeira reunião e inclusive na exposição nós temos a ata do encontro. Apesar de escrita em gótico ainda, iremos traduzi-la para saber o que aconteceu naquele dia”, explica. A presidente afirma que é um prazer chegar aos 110 anos e poder participar do progresso da Cidade das Artes. “Isso não tem preço que pague e vale lembrar que todas as mulheres são voluntárias. A gente ajuda a comunidade a pelo menos ter um leito para se deitar quando estiver doente”, pontua.

Eliane comenta também sobre o HM que foi fundado pela Oase em 1931. “Essas pessoas que trabalhavam na Ordem foram atrás de recursos e conseguiram construir o HM em apenas um ano e dois meses. Hoje, o hospital atende quase em torno de 180 mil pessoas de toda região, sejam elas de qualquer credo ou religião”. Ela relembra que a casa de saúde passa por uma situação complicada, mesmo com auxílio da comunidade. “Temos tido tantos recursos ultimamente, de pessoas da cidade e arredores, que tem nos ajudado a manter as portas abertas, apesar de toda pandemia. Mesmo assim, chegamos a um limite que teremos que fazer outra coisa no HM para preencher os 50% de verbas que o Estado nos cortou. Estamos trabalhando para ver como resolver”, finaliza. (IF)

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