Quem vive em localidades como a de Campo do Meio, convive com os buracos e o pó levantado quando veículos grandes usam a via. FOTO: ARQUIVO/JORNAL IBIÁ

A finalização do asfaltamento da Transcitrus, no trecho que começa na localidade de Campo do Meio e vai até a divisa com o município de Maratá, passando por Santos Reis, parece longe de ser feita. As comunidades esperam há anos pela obra, pois hoje convivem com o pó e a buraqueira da estrada, uma das principais para o escoamento da produção de citros da região, e a esperança era de que a solução chegasse em breve.

Seriam abertas nesta segunda-feira, 11, pela Prefeitura, as propostas das empresas interessadas em assumir os trabalhos. Mas ninguém expressou interesse. A licitação foi deserta.

O projeto da Transcitrus nasceu de uma parceria entre diversos municípios da região que, com apoio da União, buscavam fomentar o turismo e facilitar o transporte da bergamota. Em Montenegro, dois trechos chegaram a ser feitos, parte na gestão de Percival de Oliveira e parte na gestão de Luiz Américo Aldana.

O atual Prefeito, Carlos Eduardo Müller, conseguiu dois repasses do Governo Federal para custear as obras, um assinado no início de 2018 e outro em junho. Chegou a ser feito o levantamento topográfico da região e o projeto foi enviado à Caixa Econômica Federal, mandatária do contrato, até a liberação do edital que culminou na abertura das propostas desta semana.

Conforme a planilha orçamentária do asfaltamento, os trabalhos deveriam custar cerca de R$ 1.4 milhão e serem finalizados em dez meses. A reportagem buscou a Prefeitura para saber qual é o próximo passo, agora que ninguém se mostrou interessado em assumir o serviço. Não houve retorno até o final do expediente.

É de praxe que, nestes casos, seja feita uma análise para verificar as razões que levaram à licitação deserta. Um preço muito baixo a ser pago pode ser um dos fatores, por exemplo. Com adaptações, então, um novo edital deve ser lançado.

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