Reunião ocorreu na última terça-feira (13), na Câmara de Vereadores, com representantes da Prefeitura e RGE. foto: ACOM/Câmara de Vereadores

Instalados quase que no meio das calçadas, são sinônimo de transtorno

Proposta pelo vereador Juarez da Silva (PTB), uma reunião na Câmara de Vereadores colocou em pauta a situação dos postes de energia elétrica pela cidade. Com o objetivo de buscar alternativas para a situação das instalações – que foram colocadas no meio das calçadas e vêm trazendo transtornos para os pedestres – o encontro contou com a participação de dois técnicos da RGE Sul, além de vereadores, do chefe da Defesa Civil, do secretário municipal de Viação e Serviços Urbanos e de membros da comunidade.

Representando a RGE, Thiago Pedroso de Oliveira e Marcelo Flores Pereira explicaram que foram só alguns, dos 800 novos postes instalados na cidade, que acabaram atrapalhando o deslocamento nas calçadas. Nestes casos, a orientação de colocação a no máximo 30 centímetros de distância do meio-fio, precisou ser ignorada porque ou as calçadas eram muito estreitas, ou porque, ali, passava a rede pluvial. Os técnicos lamentaram que não houvesse um mapeamento da Prefeitura de toda essa rede e adicionaram que os novos postes, de concreto, são maiores que os de madeira.

Na ocasião, o secretário municipal de Viação e Serviços Urbanos – e também chefe de Gabinete – Edar Borges Machado, observou que, onde foi possível, a rede pluvial do município foi desviada, permitindo que os postes fossem colocados fora do passeio público. Por fim, ficou ajustado que haverá uma reunião de alinhamento entre a Prefeitura e a RGE Sul, para que planejem antecipadamente onde haverá novas instalações, levando em conta a possibilidade de alteração na rede pluvial. Sobre a situação dos postes já instalados, os técnicos afirmaram que irão avaliá-los individualmente.

Desligamento nas enchentes
O terceiro tema tratado na reunião com a RGE foi o corte de energia nos pontos da cidade que sofrem com as enchentes. O vereador Cristiano Braatz (PMDB), que propôs o debate, afirmou que, em 2017, todo um levantamento dos bairros e casas atingidos pelas cheias foi feito e entregue à Defesa Civil, para que esta desse andamento a um plano de ação junto à RGE Sul.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil, Elton José Santos da Silva, nada foi feito. Elton assumiu a entidade em outubro do ano passado e, segundo ele, só teve conhecimento deste levantamento quando foi chamado para a reunião. Seu antecessor no cargo, ele afirma, não deu andamento ao projeto. Na busca de uma solução prática, os representantes da RGE sugeriram uma nova reunião para definir o que pode e o que não pode ser feito de intervenção para o caso.

Vereadores usaram o registro fotográfico como prova para os representantes da RGE CRÉDITO: ACOM/Câmara de Vereadores

Falta de iluminação pública
Na reunião, o vereador Felipe Kinn (PMDB) falou sobre a iluminação pública. Ele citou que, muitas vezes, após a troca dos postes, os “braços” onde ficam as lâmpadas são retirados e acabam não recolocados, nem entregues para a Prefeitura. Muitos pontos ficam às escuras. De acordo com o vereador, a situação se repete em vários locais da cidade.

O consultor da RGE Sul Thiago Pedroso deu razão à queixa “Nosso contrato com a prestadora de serviços prevê que obrigatoriamente ela precisa colocar o “braço”. Em não realizando por falta de condições técnicas, já que os braços antigos muitas vezes não são compatíveis com a furação dos postes novos, os mesmos deverão ser devolvidos para a Prefeitura”, pontuou. Os representantes da empresa se comprometeram a averiguar a situação.

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