Agricultora, empresária, mãe e esposa, Dione está, atualmente, à frente do Café da Casa do Produtor Rural, e, ainda, de uma agroindústria

Conheça a trajetória da montenegrina em que empreender é um hábito

Há 25 anos, Dione Olga Fobricht Kettermann largou a carreira de técnica em química para viver com o marido no interior e na agricultura em Lajeadinho, onde mora até hoje. Pelo trabalho vindo do rural, Dione conquistou o prêmio do projeto Mulheres que Brilham na categoria Empreendedorismo. Hoje à frente do Café da Casa do Produtor Rural, Dione atende centenas de pessoas de Montenegro e região nas terças, quintas e sábados.

Com uma agroindústria de salgados e doces para festas, além de vender itens à base de milho para merenda escolar, Dione ainda tem outros produtos, mas são mais utilizados para consumo próprio da familia. Já o Café tem 12 anos. “Eu sou hoje uma mulher realizada profissionalmente. Na verdade, em todos os sentidos. Eu sou uma pessoa feliz, porque eu faço o que eu gosto, eu desenvolvi um trabalho que eu amo“, conta.

Natural de Sobradinho, a empresária veio para Montenegro cedo junto dos pais, que estavam em busca de oportunidades de emprego. “A partir dali eu estudei, tentei trabalhar. Sempre procurando alguma coisa nova para fazer”, conta. Após se mudar para o interior, ela, acostumada com a vida na cidade, teve que se desdobrar para aprender a vida no campo. “Era tudo novo e eu tive que aprender tudo. Tirar leite, apanhar bergamota. E eu aprendi, mas não foi difícil. Sempre tive muito apoio lá com a família do meu marido. Trabalhava na roça, mas sempre pensando em algo a mais”, relembra.

Dione queria qualquer outra atividade, nem que fosse durante a parte da noite, para ajudar na renda familiar. A partir daí, se uniu com a irmã, que já produzia doces e salgados, e com a sogra que fazia tortas, para começar a venda. “Minha sogra foi me ensinando, eu fui fazendo cursos e me aperfeiçoando nesse ramo”, relata. Então, foi quando conseguiu o primeiro espaço para abrir o Café. “Foi uma oportunidade que eu aproveitei. Não acreditavam que ia dar certo porque era em um espaço pequeno, mas desde o primeiro momento foi muito bem aceito, com muitos clientes”, destaca. Contando com a agroindústria e o Café, Dione afirma que atualmente tem cerca de dez funcionários.

Agricultora, empresária, mãe e esposa, Dione revela que ter um Café que tivesse o crescimento e o destaque que tem hoje em dia nunca foi o objetivo. “Mas é gratificante. É muito bom tu saber que teu trabalho é observado, valorizado. Nosso cliente está em primeiro lugar, sem ele a gente não estaria aqui”, pontua. Para ela, o prêmio está em suas mãos como um reconhecimento. “Acho que aqui a maioria das pessoas conhece o Café. Me conhecem, gostam do meu produto e gostam do meu trabalho. Eu fiquei surpresa quando vi minha foto no Jornal pela primeira vez, mesmo. Eu estou bem contente. Quero agradecer a todos que me deram oportunidade. Em especial aos nossos clientes, que vêm aqui, não nos abandonaram nem na pandemia”, finaliza.

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