Leila Ternes relembra sua atuação profissional

Pronto. falei! Em entrevista, ela contou um pouco de sua trajetória

Já temos as vencedoras do prêmio que contou com um total de 4.897 indicações em apenas 15 dias de votação. Buscando reconhecer e premiar mulheres cujas histórias e trajetórias de vida se destacam em vários setores da nossa cidade, 11 montenegrinas foram escolhidas pela comunidade pelo seu espírito de liderança, empreendedorismo ou voluntariado no Mulheres que Brilham.

Leila Ternes é a vencedora da categoria Assistência Social. Natural de Capela de Santana e mãe de três filhos, Leila vem de família humilde, onde cresceu com mais três irmãos. Apesar de ter falecido cedo, o pai, junto com a mãe, lhe deixou grandes valores, o que para Leila está refletido em sua personalidade e carreira. A ajuda ao próximo foi o maior dos ensinamentos. Em sua cidade natal, trabalhou como professora, mas também em diversos estabelecimentos locais. Leila chegou a Montenegro em 1982 e foi na Cidade das Artes que iniciou sua história no Conselho Tutelar.

Sempre frequentando o encontro de conselheiros, Leila cada vez mais se interessava pelo ramo. “Fiquei cada vez com mais vontade e me candidatei. Passei na prova, que não é tão fácil assim e então os eleitores me escolheram”, relembra. Foi a partir daí que, de 2008 a 2016, Leila seguiu no Conselho e no fim do ano passado, se reelegeu outra vez. Ao falar de suas maiores dificuldades desde o primeiro ano, Leila relembra o problema na estrutura. “Quando iniciei, nós tínhamos um computador para cinco conselheiros. A gente disputava ele. Também tínhamos apenas uma linha telefônica. Então a gente foi conquistando. Com o município conseguimos uma casa maior, computador para todos, uma sala para cada conselheiro”, pontua.

Mas, para Leila, os casos atendidos em Montenegro pelo Conselho também são, muitas vezes, apesar de necessários, pesados, o que pode se tornar uma dificuldade em certos momentos. “Muitas situações tristes. Quando tem que ir lá tirar uma criança da família, ou afastá-la e ter que colocar em um abrigo. Mas, é o nosso trabalho e se é preciso, a gente tem que fazer. Nós estamos aqui para lutar e proteger os direitos que não estão sendo atendidos”, afirma.

Para Leila, o prêmio foi conquistado devido ao seu engajamento social. “As pessoas ainda vão na minha casa levar doações, confiam em mim. Tem gente que passa lá e pede doação porque já me conhece. Esse tempo que eu trabalhei na Assistência Social eu acho que 80% das pessoas eu que atendia, eu que ajudava a dobrar e escolher as roupas. Eu acho que isso vai de boca em boca. Pelos meus valores, eu fui criada assim. Para mim foi uma surpresa ganhar e eu agradeço a cada um que votou”, finaliza.

Deixe seu comentário