Eliane está à frente da OASE há 12 anos e sempre se manteve por dentro de tudo o que acontece no HM

Conheça a história da montenegrina que ajudou na retomada do HM

A história de Eliane Leser Daudt está intimamente ligada à Ordem Auxiliadora de Senhoras Evangélicas, a OASE, fundada em 1911. O Hospital Montenegro 100% SUS também está muito interligado à Ordem, e desde que fundado, em 22 de fevereiro 1931, nunca fechou suas portas. Eliane, presidente da OASE há 12 anos, acompanhou todo o crescimento e também os piores momentos da instituição de perto e por sua força e disposição em prol do HM, ganhou o prêmio do projeto Mulheres que Brilham na categoria Saúde.

A mãe de Eliane também já esteve à frente da diretoria da OASE de 1962 a 1979, então o amor pelo que faz veio de família. Um dos maiores ensinamentos deixados por ela para Eliane é o amor ao próximo. “Lá em casa nós sabíamos que fazer o bem sem olhar a quem era bom pra nós”, relembra. Nos tempos de solteira, Eliane relembra que dava aula de violão, piano e ainda dava aula para o jardim da infância no Colégio Sinodal Progresso.

No HM, altos e baixos sempre existiram, mas Eliane não abre mão de seu trabalho e ele sempre foi sua prioridade, junto com a família. “Eu gosto muito deste trabalho, é uma coisa que me faz bem. Eu honro nosso lema que é “servir, eis a nossa missão”, por isso que eu estou aqui e principalmente com a ajuda de Deus. Minha vida toda foi e é em torno disso: cuidando das filhas, do marido e da OASE” destaca.

Eliane afirma que um de seus maiores princípios é atender a todo e qualquer paciente, de qualquer classe social, da mesma maneira, como um ser humano. “A humanização aqui no hospital é muito grande. Entre os colaboradores e também com as pessoas que entram aqui para se consultar. Nós atendemos todas as pessoas que entram necessitando de saúde, dando tudo o que ela precisa”, afirma.

Eliane ainda relembra dos piores momentos do HM nos anos 2000, quando não se tinha dinheiro nem para pagar os médicos, com dívida de cerca de R$ 5 milhões. “Esse foi o pior momento que eu posso me lembrar de toda a história do Hospital. Terceirizamos a nossa direção e estas pessoas deram um passo maior que as pernas. Então descobrimos que estávamos devendo todo este valor. Nossa direção teve que fazer uma assinatura nos comprometendo com os nossos bens particulares para pagar esta dívida”, relembra. A diretoria então teve que fazer um empréstimo que seria pago em oito anos: de 2003 ao início de 2012. Eliane relembra que a época foi muito difícil. Após dívida quitada, foi quando tudo começou a tomar rumo e o HM retomava sua credibilidade.

Eliane agradece a todos os votos e comenta que a simplicidade é fundamental para todos os seres humanos. “Eu não preciso brilhar para fazer as coisas. Sou simples, humilde, não tenho mania de querer aparecer e fiquei bastante surpresa. É um reconhecimento. Sempre estivemos pensando no melhor para o hospital sem levar vantagem em nada além do coração”, finaliza.

Deixe seu comentário