“Jiu-Jitsu”, a “técnica suave”, tem muito a ver com as mulheres

Para finalizar a Semana da Mulher em Montenegro, a Academia Vip Fitness e academia Gracie Humaitá Porto Alegre promoveram uma oficina de Jiu-Jitsu para mulheres. Um grupo compareceu na tarde de sábado para assistir demonstrações de instrutoras e lutadoras no tatame da Gracie Montenegro – instrutor Pedro Henrique Caravellas. Mais interessante do que conhecer golpes foi aprender a defesa da alma.

Susana Toledo, do Coletivo Feminista Vênus Maria, grupo montenegrino organizador da oficina, explicou que a ideia era desmistificar que a arte marcial é estritamente masculina. “E o Dia da Mulher é sempre relacionado a flores e presentes, reforçando o estereótipo de delicada e fraca”, comentou. A proposta do Coletivo e das academias vai justamente romper esses paradigmas.

Nas aulas, inclusive da Vip, há alunas. Todavia, Susana observa que ainda são poucas. A feminista lembrou que o Jiu-Jitsu oferece defesa pessoal, exercício físico e possibilidade de competir profissionalmente. Uma das instrutoras era Ana Claudia Manfra, faixa Roxa na Gracie Porto Alegre, que destacou a democracia sobre a modalidade. “Não tem diferença no tatame. Ali todos são iguais”, declarou.
Ana concorda que o resultado final, além de físico, é mental, pois aumenta a autoestima. Ao treinar com homens e se perceber em pé de igualdade, a mulher perde o medo, se sente mais confiante e capaz de ultrapassar limites. “Ao lado de homens ela passa a não se sentir inferior.” (RE)

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