Hélio de Jesus da Silva mostra uma das áreas onde corre o esgoto

As ruas do bairro Estação levam nomes de flores, mas, em algumas, o odor é de esgoto. Morador da Rua dos Jasmins, o representante comercial Hélio de Jesus da Silva, 35 anos, reclama dos insetos e do mau cheiro exalado em uma área ao lado de sua casa, próximo ao número 111. Ele afirma que o problema é antigo e já motivou várias idas à Prefeitura, sem sucesso.

“Faz um ano e meio, mais ou menos, que a gente convive com isso”, calcula Silva, que mora há oito anos no Estação. O esgoto corre a céu aberto, deixando um rastro de água preta e mau cheirosa. Em alguns pontos, se formam poças maiores. Ele observa os transtornos aos moradores e o risco à saúde, pela proliferação de insetos e doenças que essa situação pode provocar. “Há crianças na vizinhança, que ficam ainda mais expostas”, salienta.

Donaldo Lemos da Silva mostra a área onde deveria ter uma estação de tratamento de esgoto, na Rua dos Gerânios, proximo do acesso ao bairro
Na sua avaliação, a canalização e as caixas de esgoto estão entupidas, necessitando de limpeza. Silva salienta que esse problema não se limita a esse local, mas ocorre também em outras ruas do bairro. O industriário Donaldo Lemos da Silva, 59 anos, também percebe a situação. Na época em que mudou para o bairro, em 2004, ele afirma ter ouvido de outros moradores que o local iria ter uma estação de tratamento de esgoto. “Era para ter uma bacia de esgoto aqui”, diz ele, ao lado de uma área ampla, cercada e com uma vegetação densa, na rua dos Gerânios. “Na época até tinha umas máquinas por aqui, mas nunca foi adiante”, diz ele. Ambos os moradores falam que, nos dias de chuva, várias ruas alagam, deixando algumas casas ilhadas. Eles observam que o bairro cresceu muito nos últimos anos e que talvez a rede de esgoto não tenha capacidade para atender esse aumento na demanda.

O diretor municipal de Serviços Urbanos, Thiago Petry, confirma que o bairro Estação foi projetado para ter tratamento de esgoto e comportar sua lotação máxima. “Como o bairro ficou sem moradores até o final dos anos 90/2000, a vegetação se proliferou, comprometendo a rede de esgoto no local”, esclarece. Ele diz ainda que quando os moradores foram para o bairro, a usina de tratamento de esgoto estava aterrada. “No bairro Estação, o pluvial é separado do cloacal, sendo assim, as águas da chuva não passam pelo cloacal, permitindo o acúmulo de sujeira e deterioração dos tubos”, acrescenta.

O Dsurb, pertencente à Secretaria Municipal de Viação e Serviços Urbanos (SMVSU), divulgou mudanças na forma de trabalho. O novo método prevê uma semana de trabalho em cada bairro, com todas as equipes. O objetivo é agilizar os serviços, principalmente no deslocamento de maquinário e logística de materiais. Pelo cronograma, havendo condições climáticas favoráveis, o bairro Estação será atendido na terceira semana de outubro, com início dos trabalhos no dia 15.

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