Laurete Boch, moradora da Travessa tem a garagem comprometida pelo desabamento das paredes da galeria

Uma parte da galeria para vazão de água ruiu, colocando casas em risco

Alguns moradores da Travessa Capitão Cruz, que liga à rua Ramiro Barcelos, estão preocupados com o destino de suas residências. As galerias instaladas embaixo das casas, por onde passam águas de uma sanga, estão comprometidas em alguns trechos, desmoronando e gerando riscos às construções.
A situação piorou em março, segundo relato da moradora Laurete Boch, 48 anos, quando uma enxurrada contribuiu para que as paredes da galeria cedessem ainda mais. A antiga moradia da comerciante precisou ser demolida depois que o valão caiu. Outra casa da rua também precisou ser derrubada para que as reparações pudessem ser feitas pela Administração Municipal.

galeria que passa por baixo de casas, na Travessa Capitão Cruz, precisa de reparos onde houve desmoronamento

“Não estou nem utilizando a garagem para colocar o carro porque a água está ruindo os cantos”, lamenta. Laurete explica que o tempo estável, agora que cessou a chuva, está colaborando para que obras possam ser realizadas. Porém, ela destaca que a Prefeitura não deu previsão sobre os reparos que precisam ser feitos. “No início do ano os engenheiros vieram regularmente fazer avaliações, mas nada foi executado. Além de funcionários municipais e da Defesa Civil. No último temporal chamamos a Defesa novamente, mas ninguém apareceu”, queixa-se.
O maior medo da moradora é que o novo prédio, construído há quatro anos, também ceda com os problemas das galerias. “Ainda não rachou nada na construção. Mas não sei se a Prefeitura irá consertar logo ou quanto tempo demorará”, conclui.
A galeria fica entre a casa de Laurete e também de Fátima Müller Gonçalves, 55 anos, dona de casa. Fátima afirma que por baixo de sua residência, onde passa a água, mesmo com a laje de sustentação, a galeria desmoronou com a última enxurrada.
“Nós e a vizinha ficamos preocupadas com a chuvarada que aconteceu há algumas semanas atrás. O vizinho monitorou o local muitas vezes com lanternas. Nem dormimos com medo do que pudesse acontecer”, destaca.
De acordo com ela, a proposta da Prefeitura, para a obra, é alargar a estrutura, para que seja possível maior vazão de água. “Quero arrumar a minha casa, mas não será possível enquanto não resolverem essa questão. Mas com esses rolos da Prefeitura, nem sei se haverá verba suficiente para investir na obra. A minha residência já está rachada pelo lado de fora, mas, por sorte, dentro ainda não”, observa.

 

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