A Liga da Defesa Nacional do Rio Grande do Sul e o Coronel Álvaro Cruz Ferreira entregaram o Fogo Simbólico ao prefeito Zanatta para acendimento da pira

Cerimônia contou com homenagens e entrega de sino histórico para a antiga Estação Ferroviária

Nascido em Montenegro, mais precisamente dentro do segundo andar da Estação da Cultura, o Coronel da Brigada Militar, Álvaro Cruz Ferreira, entregou em primeira mão o fogo Simbólico da Pátria, como faz há 22 anos, diretamente no local de seu nascimento, 79 anos atrás.  Acesa no último sábado, 14, a chama veio direto de Porto Alegre para o município e traz consigo a sensação de pertencimento ao Brasil, Rio Grande do Sul e Montenegro, reafirmando o patriotismo da terra. A 84ª Corrida do Fogo Simbólico da Pátria vai percorrer os municípios do eixo norte sob comando, mais uma vez, do idealizador da corrida, o próprio Coronel. A Liga da Defesa Nacional do Rio Grande do Sul, da qual Álvaro faz parte, também esteve presente no evento, pois é quem organiza a passagem da chama.

Na oportunidade, o Coronel recebeu um certificado de Honra ao Mérito, em agradecimento a todos os anos de dedicação prestados ao município. Muito emocionado, Álvaro foi de poucas palavras. “A primeira cidade que eu sempre venho com a chama para acender a pira é Montenegro, a minha terra, onde eu nasci e que eu tenho muito amor.”

Em seguida passou a palavra para sua esposa, Diene Pilar Ferreira, que reforça o sentimento de gratidão pela homenagem. “A gente fica muito honrado de o município fazer esse acolhimento posterior à toda a caminhada profissional do Álvaro. Durante esses 22 anos ele esteve presente em Montenegro com o apoio da Brigada Militar, Liga da Defesa Nacional e família. Nós todos fizemos o tripé de apoio para ele que foi o idealizador da corrida”, destaca.

O prefeito Gustavo Zanatta foi quem recebeu a chama para acender a pira. Ele afirma que o momento é crucial para reflexão. “Com a chegada do Fogo Simbólico, quero propor à todos uma reflexão sobre o quanto cada um de nós está contribuindo com a Pátria Brasileira. Será que estamos nos comportando como o Coronel Álvaro, que na corporação subiu cada degrau sempre colocando o dever com a vida da população acima de seus próprios interesses? Estaríamos nós exercitando nosso patriotismo como faz a doutora Belkis, atendendo todos sempre com um atendimento humano e profissional?”, indaga.

A médica Belkis Mari Stoffel Efrom, citada por Zanatta, foi a segunda homenageada da cerimônia e também recebeu o certificado. Ela aproveitou o momento para agradecer e destacar todos os profissionais da área de saúde. “Estou muito grata e queria pedir que através de mim, fossem também homenageados todos os profissionais de saúde que nestes dois últimos anos em especial trabalharam muito aqui na cidade. Agradeço a minha família pelo apoio e até aos pacientes, pois não estaríamos onde estamos sem eles”, pontua.

Sino retorna à Estação após décadas

Além de responsável pela chama e homenageado, o Coronel Álvaro é filho do falecido ex ferroviário Luis Silva Ferreira. Ele tocou o sino para embarques e desembarques dos passageiros na Estação Ferroviária desde os seus 14 anos. Em 1965, Luis foi homenageado após ir para a reserva da Brigada Militar. Companheiros de trabalho de Luis decidiram que o sino ficaria sob responsabilidade de Álvaro. “Eu fiquei com ele. Meu pai faleceu três anos depois e eu continuei com o sino até hoje. Então agora eu quis devolvê-lo ao seu local, onde ele dava sinal aos passageiros para seus embarques e desembarques”, destaca Álvaro.

Diene Pilar Ferreira afirma que a esperança é que o sino traga boas novas à Cidade das Artes. “A história da família Ferreira muito nos reporta à ideia deles pequeninos na infância vendo o pai sempre com este objeto diário de trabalho onde agora o Álvaro devolve à Estação. Simbolicamente, que o sino volte a trazer novas e boas vindas. Idas e vindas dos pensamentos dos montenegrinos”, finaliza.

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