Registro feito por um usuário. Foto: Arquivo Pessoal

Prefeitura alega não poder “prever” aumento no uso. Vimsa não se manifestou

Com o retorno das aulas nas Redes Estadual e Municipal de Ensino nesta semana, em Montenegro, a demanda por transporte público aumentou significativamente. Até a última semana, quem necessitava de transporte público para se locomover, conseguia pegar o ônibus com uma lotação razoável, realidade diferente da enfrentada desde segunda-feira, 21.

A superlotação tem preocupado passageiros, que além dos atrasos também temem pela saúde. “Veio muito lotado o ônibus, e as pessoas com as janelas tudo fechadas. Teve gente que ficou para trás, porque não tinha mais lugar no ônibus”, diz Sandra Martins.

Sandra pega todos os dias a linha que sai da Germano Henke às 6h30min e geralmente chega ao seu serviço às 6h45min. “Todo mundo chegou atrasado, eu cheguei 7h10min no meu trabalho”, declara sobre o transporte de terça-feira, 22. Para ela, esse problema poderia ter sido evitado. “A Viação sabia que os colégios funcionariam normal a partir de segunda-feira, e não tomaram providência, aliás, tudo está normal e até agora não colocaram mais ônibus”, lamenta.

Outro usuário, que não quis se identificar, também passou por situação parecida. De acordo com ele, o ônibus que costumeiramente passa sem muita lotação pelo bairro Senai e em frente à JBS, estava superlotado. “Não estamos na pandemia? Pode essa quantidade de pessoas amontoadas?”, fala. Ele ainda relata que muitas pessoas estavam fazendo o uso irregular das máscaras.

A reportagem entrou em contato com a empresa, mas até o fechamento desta matéria, não teve retorno. Por meio de nota, a Prefeitura de Montenegro manifestou que não tinha como “’prever’ aumentos ou reduções no uso do transporte coletivo, nem mesmo as linhas em que isso irá acontecer”. “Até porque a maioria dos estudantes é transportada em vans contratadas pelo Município, em veículos da própria Prefeitura e por prestadores particulares escolhidos pelas famílias. Então, é natural que ocorram ajustes DEPOIS do começo das aulas, considerando a realidade de cada linha”, informa.

Segundo a nota, os motoristas cobram o uso das máscaras no embarque e normalmente são atendidos, mas caso alguém retire enquanto o coletivo está em movimento, não há como o condutor verificar. Além disso, a nota da Prefeitura informa que a fiscalização conversou com os motoristas da empresa, que relataram não ser verídico que passageiros ficaram na parada. “De qualquer forma, o DTT (Departamento Municipal de Transporte e Trânsito), solicitou reforço à Vimsa nas linhas citadas para os próximos dias, caso a referida superlotação continue ocorrendo. Os motoristas também relatam que as janelas ficam abertas, mas podem ter sido fechadas por iniciativa dos passageiros. Neste caso, pede-se a colaboração dos próprios usuários para que não ajam de forma passiva e simplesmente as abram”, completa o Executivo. Fiscalizações ocorrem de forma aleatória e a partir de denúncias específicas e direcionadas.

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