Márcia apresentou trabalho sobre tema em São Paulo

Aspectos sobre a localização do programa foi tema do trabalho de doutorado

A montenegrina Márcia Lima, que é arquiteta, doutora em planejamento urbano e regional e professora em duas universidades do Rio Grande do Sul, participou do XVII Encontro Nacional da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional. O evento ocorreu no hotel Novotel Jaraguá Conventions, em São Paulo, em maio. Na ocasião ela apresentou trabalho sobre sua tese de doutorado, com o título “Padrões espaciais de localização do Programa Minha Casa, Minha Vida na Região Metropolitana de Porto Alegre”.

Em resumo, a pesquisa trata da avaliação da qualidade da produção desse programa habitacional, na Região Metropolitana de Porto Alegre, na busca de subsídios para a produção da habitação social. “Primeiramente, foi investigado se existem padrões espaciais de localização diferenciados para as Faixas de renda 1, 2 e 3, que poderiam gerar diferentes níveis de integração”, diz ela. “A partir da identificação dos padrões espaciais de localização, foi verificada a existência de relação desses padrões com as diretrizes da política urbana em nível local, resultando em localizações mais adequadas”, acrescenta.

Ela também se preocupou com o modelo de cidade que está sendo produzido pelo programa na região e apresentou avanços em relação à produção habitacional do Banco Nacional de Habitação (BNH), no que se refere aos padrões espaciais de localização dos empreendimentos. Márcia afirma que os procedimentos adotados incluem muitos métodos de coleta de dados e análises que possibilitaram complementos entre os dados. “Os resultados confirmam que a produção do Programa Minha Casa Minha Vida apresenta um padrão espacial de localização, especialmente para a Faixa 1, com empreendimentos de médio e grande porte, distantes do centro urbano, consolidados e segregados do entorno”, conclui. Já as localizações dos empreendimentos das Faixas 2 e 3 são similares, porém um pouco melhores. Ela garante ainda que o padrão de localização dos empreendimentos do programa parece não apresentar avanços em relação à produção habitacional.

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