Caso ocorreu quase em frente ao Porto das Laranjeiras, mas do lado que pertence a Capela de Santana

em Capela de Santana. Deslizamento aconteceu quase em frente ao Cais das Laranjeiras

Um novo desmoronamento de terra às margens do Rio Caí alarmou moradores nesta semana. Após sequentes casos parecidos do lado de Montenegro, agora ocorreu do lado de lá, no território de Capela de Santana, mas quase em frente ao Cais do Porto das Laranjeiras. Não havia edificações na área afetada, apenas um campo aberto. Populares avaliam que a recente cheia do rio tenha movimentado o solo e causado o problema. O barranco ruiu rio adentro.

Não é causa confirmada, mas desabamentos do tipo costumam estar atrelados à falta de matas ciliares, vegetação que agiria para segurar o barranco, mas é desmatada. E assim como não haviam edificações no ponto afetado, nas proximidades há residências de famílias ribeirinhas, o que deixou as autoridades em alerta. O secretário de Meio Ambiente de Capela de Santana, Henrique Meine, soube do desabamento através da reportagem e garantiu que a equipe fará verificação “in loco”, no máximo até a manhã desta sexta-feira, 11, para levantar os riscos de novas situações.

A Defesa Civil de Montenegro, porém, já esteve no local. Mesmo o caso não sendo do lado montenegrino, o coordenador Elton José Santos da Silva se prontificou a fazer uma verificação. Ele concorda com a tese de que o desmoronamento esteja atrelado à cheia da última semana. “Eu vinha monitorando o rio através das réguas e ele subiu, em 24 horas, pouco mais de três metros, o que é muito coisa. O volume de água, com ele subindo e depois descendo bruscamente, pode ter tido esse efeito de fazer cair aquela terra.”

No que se refere às matas ciliares, ele avalia que o ponto afetado era preservado, mas aponta que há áreas de risco em locais com moradias. Ele disse à reportagem que vai procurar a secretaria de Meio Ambiente de Montenegro para verificar a possibilidade de alguma ação ou orientação junto às famílias sobre melhor preservação do local. “Porque essa terra acaba indo para dentro do rio e causa o assoreamento. O Rio acaba mais largo, mas mais raso e assoreado”, alerta.

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