CRÉDITO – FOTO: ENVIO DE LEITOR

Um dia que seria voltado ao descanso, foi de trabalho para a comunidade de Vapor Velho. É que, cansados de esperar pelo atendimento da Prefeitura, um grupo de moradores se reuniu para consertar parte da estrada da localidade no último domingo, 15. Por ali, um buraco tomava a via de fora a fora e era um risco para motoristas desavisados. Até mesmo o ônibus que faz o transporte escolar municipal chegou a bater o parachoque nele, tamanha era a abertura. “Passava carro que não sabia e era um estouro da batida. Não deu mais para passar”, conta a moradora Patrícia Scher Krug.

Ela relata que cinco trabalharam na intervenção no final de semana. O grupo reuniu restos de material de obra para fechar o buraco, avaliando que só a terra não adiantaria, dadas as condições climáticas. Depois, usaram pás e máquinas de trabalho para assentar o solo e recuperar o trânsito da estrada. Por lá, além dos moradores, também passam os caminhões que escoam a produção de citros, bem como empresas que circulam com lenha e carvão produzidos na localidade.

Conforme Patrícia, o pedido de resolução do problema ao Poder Público foi feito através de vereadores há mais de uma semana, sem que ninguém tenha aparecido para resolver o problema. No site da Câmara de Vereadores, no entanto, o Pedido de Providências à Prefeitura data apenas da última quinta-feira, dia 12. O site indica que a solicitação foi “remetida a consideração do Prefeito Municipal e arquivada” na sexta-feira, dia 13. A moradora reclama. “A desculpa deles é o tempo assim. Esse é o pretexto que eles sempre têm”, critica.

Há poucos meses, a comunidade de Vapor Velho foi uma das que, em peso, esteve protestando durante a Abertura Estadual da Safra de Citros por mais atenção às estradas de Montenegro. O movimento deu fôlego a uma “força-tarefa” paliativa em algumas localidades que atendeu, segundo a Prefeitura, 500, dos 600 quilômetros de vias interioranas. Mas não agradou aos mais interessados. “Desde a manifestação, só passou a máquina uma vez aqui e ainda não botaram nada de material. Só vieram patrolar e ainda estava num chuvisqueiro, então virou uma coisa a estrada”, denuncia Patrícia.

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