Depois de 90 a 120 dias, as mudas estarão prontas para o efetivo plantio. FOTO: ARQUIVO/JORNAL IBIÁ

Com a chegada do Outono, o setor da acacicultura, do plantio de acácia negra, está em meio à janela de produção de mudas. É época da colocação das sementes que vão germinar para o replantio nas propriedades já a partir do fim de maio e, mais expressivamente, entre agosto e setembro. E a grande fomentadora desta cultura tão intrínseca à economia de Montenegro e região, a Tanac, vem intensificando seu apoio aos viveiristas nesta etapa. Objetiva, com isso, ampliar a oferta de matéria prima em sua cadeia produtiva e encurtar o tempo para colheita nas florestas.

Segundo o gerente de compra de matéria-prima da empresa, Decionir Oliveira da Luz, a Tanac dobrou neste ano a quantia de adubo por hectare doado aos viveiristas parceiros do projeto “Qualificar Viveiros Florestais”. Também aumentou em 10% a doação das sementes que darão início às mudas. “Nos últimos tempos, havia diminuído um pouco a oferta de plantio e a tendência, agora, é de o pessoal colher um pouco mais novo. Então, estamos fazendo isso para que eles plantem mais mudas por hectares e acelerem o desenvolvimento com o adubo”, explica. “Ao invés de colher com sete, oito anos, eventualmente, eles vão estar colhendo florestas com cinco, seis anos; e otimizando o retorno do investimento deles.”

É um incentivo a mais dentro do projeto da organização que, há anos, faz as doações já com um contrato de preferência de compra com a Tanac para a colheita. Para além das florestas próprias da empresa, saem dali boa parte da casca e da madeira de acácia que vão ser processadas pela fábrica na produção dos extratos vegetais. Viram matéria-prima para a fabricação de produtos químicos para a indústria coureira, para o tratamento de efluentes industriais, a nutrição animal, dentre outros. Isso além da madeira, transformada em cavados que abastecem, principalmente, a indústria de celulose.

Oliveira pontua que o incentivo ainda vai além da doação dos insumos. Também ocorrem visitas de engenheiros e técnicos da empresa para suporte aos produtores. No contexto da pandemia, também se dão assistências remotas, na impossibilidade de, como em anos anteriores, reunir os parceiros em um evento para a troca de experiências. “Tem quem planta e vende para a Tanac há mais de 40 anos, mas todo ano acabam aparecendo pessoas novas que fazem esse contato e nós oferecemos essas mesmas possibilidades de fomento que temos fortalecido nos últimos três anos”, coloca. Hoje, são cerca de 40 viveiristas fomentados pelo projeto; a maioria da região.

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