Alexandre Alff reformou e ampliou os aviários no Vapor Velho usando recursos

Quase R$ 1 bilhão nos últimos cinco anos por meio de projetos de crédito rural. Este é o valor total aportado a agricultores dos 55 municípios que compõem o Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Lajeado, no qual está incluso o Vale do Caí. Somente em 2019, foram mais de 5,5 mil projetos e aporte de RS 232 milhões, dos quais a região registrou 2 mil projetos, com investimento próximo de R$ 80 milhões.

As conquistas aconteceram graças ao trabalho dos extensionistas da Instituição, em convênio com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) e com apoio de entidades financeiras. O foco é viabilizar a atividade rural e, consequentemente, a continuidade do trabalho no campo. “Trata-se de uma ação meio abnegada, mas que despeja um grande volume de recursos nos municípios gaúchos, gerando renda, qualidade de vida e até sucessão rural”, salienta o gerente regional, Marcelo Brandoli.

 Atualmente, construir um aviário com o que há de mais moderno, por exemplo, não é um investimento barato. Foi por isso que o agricultor Alexandre Alff, da localidade de Vapor Velho, em Montenegro, acessou uma linha de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento à Agricultura Familiar (Pronaf). Somada a outros recursos, garantiu um aporte de R$ 1,3 milhões para a construção de um aviário novo e para a ampliação e modernização de outros dois. Todos foram construídos no modelo ‘dark house’, que possibilitarão alojar 150 mil aves no total. “E isto não seria possível sem as linhas de financiamento”, admite o produtor.

 Alff utiliza linhas de crédito desde o ano de 1997, e admite que não teria qualquer tipo de viabilidade sem estes benefícios. Com o apoio dos extensionistas da Emater e da Prefeitura de Montenegro, ano a ano ele realizou investimento e custeio que, no total, já agregaram mais de R$ 2,5 milhões à propriedade onde vive com a esposa e a filha. “Neste ano, acessei um custeio para a compra de insumos para o pomar de citros”, explica, reforçando ainda a importância da diversificação das atividades, especialmente depois de contar com a automatização dos aviários.

Também uma ferramenta para extensionistas
Para o responsável pela Organização Econômica da Emater, engenheiro agrônomo Alano Tonin, o apoio via crédito é uma espécie de ‘porta de entrada’ que permite aos extensionistas conhecer a realidade das famílias. A partir disto, eles podem iniciar um processo de orientação que possibilitará o desenvolvimento das propriedades.

O gerente regional defende que as linhas de crédito do Governo Federal promovem o desenvolvimento socioeconômico das famílias, aquecendo a economia local já que insumos, serviços e bens são adquiridos. “Fora o aumento de produção que decorre do crédito e a oportunidade de oferta de outros serviços para os agricultores a partir dele, como é o caso da análise de solo”, exemplifica Brandoli. Ele defende ainda a tese que o produtor mais “tecnificado” produz mais, podendo pagar o financiamento com prazo mais longo e menor taxa de juros.

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