Paralisação de 2018 trouxe grandes impactos. Foto: arquivo Jornal Ibiá

Após novo aumento do óleo diesel, anunciado pela Petrobras no início desta semana, há caminhoneiros que não descartam organização de uma nova greve nacional da categoria. Com reajuste de R$ 0,13 por litro, para R$ 2,71, o diesel teve alta de 5%. Com o novo aumento, a alta acumulada no preço no ano é de 33,9%. E foi esse grande “salto” que gerou indignação em caminhoneiros pelo Brasil afora. Alguns estados como Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro já tiveram cidades que aderiram aos protestos desde a última terça-feira, 2. Em São Paulo, apenas pela manhã de ontem, 4, cerca de 100 caminhões participaram de ações. Algumas ocorreram apenas pelo acostamento da via, outras interditaram a faixa. Apesar disso, a princípio no Vale do Caí não estão previstas paralisações.

O caminhoneiro de São Sebastião do Caí, José Alexandre Flores, mais conhecido como Sarito, salienta que pela região, não devem haver mobilizações, apesar de alguns motoristas da categoria demonstrarem interesse. “Pode ocorrer um alarmezinho. Mas, pelos motoristas, a gente não faz. Nesse momento uma greve é tiro no pé com a situação que está essa pandemia na bandeira preta”, ressalta.

Em nota, a Federação dos Caminhoneiros Autônomos do RS (FECAM-RS) citou protestos ocorridos na última terça-feira, 2, em Pelotas e Rio Grande. “A Federação salienta que está acompanhado o caso com cautela. O posicionamento da entidade e dos sindicatos associados é de que aguarde os acontecimentos, pois atualmente com a bandeira preta em vigor no Estado não há como ter conclusões mais verdadeiras”, diz trecho.

Segundo o presidente da Federação, André Costa, vive-se um momento delicado, por isso, qualquer posição extrema pode causar prejuízos. Costa salienta que acredita na consciência de cada indivíduo e defende que, se alguém desejar parar as atividades para protestar, que possa fazer isso, mas em casa. “Pare o seu caminhão na frente da sua casa, fique com a sua família e cuide dela. Não vá para a pista incentivar o caos ou atentar contra colegas que não concordam com a sua opinião”, afirma.

A recomendação da FECAM-RS é de que “não é o momento para procurar protagonismo nas redes sociais e na mídia, pois muitas vidas já se perderam em função da pandemia”. A entidade diz que a prioridade é a preservação da vida. (IF)

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