buraco, rachadura
O buraco não é grande, mas atormenta os moradores quando passam caminhões e ônibus, além de provocar rachaduras nas paredes das casas das imediações

Rachaduras. Problema provocado pela passagem de caminhões tem como efeito colateral danos nas residências

A ponte sobre o antigo leito da viação férrea, na rodovia Maurício Cardoso (RSC-287) apresenta um buraco em uma das cabeceiras que aumenta a cada dia pelo fluxo intenso de veículos e pelo desgaste causado pela ação do tempo. Alguns motoristas desviam para evitar problemas no sistema de amortecimento. Mas a reclamação parte não dos condutores, mas dos moradores da rua Vereador João Vicente, que é uma via pública paralela à rodovia.

Segundo os vizinhos, as casas tremem toda vez que um caminhão bate no buraco. Algumas já apresentam rachaduras na estrutura. A cabeleira Maria Rosane Menges, 38, mora em um trecho da rua que fica perto dos pilares da ponte há 10 anos e diz que as fissuras começaram a surgir há cerca de seis meses. “Já apareceram umas cinco rachaduras na minha casa. Pior é à noite, quando, em meio ao silêncio, passa um veículo pesado lá em cima e treme tudo aqui embaixo”, relata.

A cabelereira conta que recentemente os moradores combinaram de ligar para o escritório do Departamento Autônomo da Estradas de Rodagem (Daer), em Lajeado, cuja equipe sempre resolvia o problema de imediato, tão logo surgia alguma reclamação. “Mesmo com todo mundo ligando, eles disseram que viriam em 15 dias e, até hoje, nada”, aponta Maria.

Ana Machado tem um mercado na região e as rachaduras também começam a aparecer na estrutura de dois andares. “A gente toma cada susto de noite. Em meio ao silêncio, a gente sente a casa balançar”, conta a empresária. A filha dela, Maria Luiza Machado, já fez contato com dois vereadores e diz que recebeu de um deles a promessa de encaminhamento de um ofício para resolver o problema. “A vereadora Josi Paz nos ouviu, mas ainda esperamos pela solução”, afirma.

Maria Luiza mostra o problema na estrutura da ponte: a rachadura que ainda não foi vistoriada pelos engenheiros do Daer. Enquanto conversava com a reportagem, a operadora de caixa tomou o telefone e ligou para o Daer. Ela ouviu de um servidor do órgão, que se identificou apenas por Jorge, que tomou nota da reivindicação. Em alguns momentos, ele chegou a negar que o problema seria do Daer, mas por fim disse que vai buscar pelo setor responsável para que seja feito o serviço de manutenção na cabeceira da ponte. O funcionário não ficou prazo para resolver o problema.

Deixe seu comentário