Produto é fornecido ao município por uma distribuidora de Canoas, que não respeitou o prazo de entrega

Merenda escolar. Administração Municipal aponta falha do fornecedor do item e garante que buscará responsabilizações

As escolas municipais passaram pelo transtorno de ficar sem gás para fazer a merenda dos alunos, nesta semana. A Secretaria Municipal de Educação e Cultura precisou agir emergencialmente para solucionar o problema, mas na EMEI Esperança, no Bairro Senai, a falta não foi corrigida. Nessa instituição, as crianças passaram o almoço à base de pão e bolacha, gerando indignação dos pais. Nas redes sociais, foram muitas as postagens de descontentamento.

“É completamente revoltante”, escreveu uma mãe. “Muitas crianças carentes vão para a escola contando com a comida e como explicar a um inocente que não terá arroz e feijão para ela comer. Alguém tem que tomar as devidas providências.” Logo, muitos outros comentários surgiram, apontando que o mesmo estaria ocorrendo em outras instituições de ensino e que a situação já havia ocorrido outras vezes recentemente.

A Prefeitura nega. Em posicionamento dado ao Jornal Ibiá, a secretária de Educação, Rita Carneiro Fleck, afirmou que a situação é atípica e se deveu a um atraso da fornecedora: a Companhia Ultragaz, de Canoas. “A empresa já fornece gás desde novembro de 2017 e até o mês de junho de 2018 não havíamos tido problemas com a entrega”.

Pelo contrato, a distribuidora tem até 24 horas para atender ao fornecimento após a solicitação feita pela Prefeitura. Este prazo não foi respeitado, levando à falta também em outras escolas. “Internamente, a secretaria fez ajustes, o que não trouxe falta efetiva de gás nas mesmas. Somente na Esperança que esse atraso acarretou numa mudança emergencial e temporária de cardápio, que foi prontamente restabelecido assim que o gás foi entregue pelo fornecedor”, explicou.

A diretora da Emei Esperança, Gabriela Brandt Lopes, lamentou as colocações nas redes sociais, as quais chamou de inverdades. “Foi uma coisa momentânea por causa do fornecimento, mas era 12h10min e já normalizou. Essa coisa de ser todo mês é uma inverdade. As pessoas escrevem essas coisas e é bem triste”, lamentou.

A Administração Municipal, por sua vez, garante que vai buscar responsabilizações. “Foi encaminhado para o Jurídico da Prefeitura um processo  relatando o descumprimento dos  prazos e o mesmo está aplicando as sanções previstas em contrato. Ainda essa semana irá ocorrer uma reunião entre as partes para definitivamente resolver os entraves que ocasionam os atrasos na entrega de gás”, contou a Secretária.

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