Iasmine Berbigier, montenegrina de coração, apresentou trabalho na 69° reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência

Pesquisa. Iasmine Berbigier apresentou seu trabalho em evento científico

Noites em claro estudando, muitas cadeiras para cursar por semestre. De segunda a sexta-feira, horário marcado na universidade. Mas no fim das contas, o conhecimento e amor pelo que se faz sempre valem à pena. A estudante de farmácia, filha de montenegrino, Iasmine Berbigier, 25 anos, que o diga. A jovem que mora atualmente em Canoas, recentemente foi premiada com a apresentação de um trabalho acadêmico, na modalidade de bolsistas de iniciação científica e tecnológica na Universidade Luterana do Brasil, instituição de ensino em que estuda. A temática, pouco comum para leigos na área, mas que faz todo o sentido para a jovem foi a atividade da curcumina, conhecida como açafrão da terra, tempero culinário, sobre modelo de depressão induzida por estresse em camundongos.

Recebendo menção honrosa pela pesquisa, ela ganhou como prêmio uma viagem para a capital mineira, Belo Horizonte, para participar da 69° reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e, lá, apresentar seu estudo. Isso há pouco mais de um mês, em julho.

“Escolhi o modelo de depressão induzida por estresse porque o dia a dia da população está cada vez mais estressante, e a depressão é uma doença que atinge milhões de pessoas no mundo todo, atualmente. Daqui a algumas décadas será a doença mental mais incapacitante, levando prejuízo aos governos, tanto com perdas financeiras no custo dos tratamentos quanto perdas produtivas”, destaca.

Com trabalho de conclusão da graduação encaminhado, e formatura prevista para dezembro de 2018, ela já pretende engatar um mestrado e afirma ter nascido para ser farmacêutica. Na bagagem, uma participação importante a nível nacional e a pretensão de publicar internacionalmente o artigo, resultado do estudo.

“A premiação universitária foi muito legal, até porque eu nem esperava ser gratificada. Já tinha apresentado outros trabalhos na universidade e em outros congressos. Fiquei bem feliz, fui aluna destaque da minha área e aluna menção honrosa. Não importa quantas vezes você troque de curso e recomece. Afinal, o que importa é que se faça o que realmente ama e assim você será um ótimo profissional”, conclui.

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