Inverno vai até 23 de setembro. Mas previsão era que neste mês a atmosfera já vá esquentar e o ar ficará seco. Foto: Arquivo

Inverno. Não há mais expectativa de outra onda de frio intensa como esta de julho

A intensa onda de frio que passou pelo Brasil nos primeiros dias de julho congelou áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. E, além de instigar na Internet questionamentos quanto à veracidade do “efeito estufa”, deixou outra pergunta: se o inverno de 2019 é com El Niño, como explicar estes dias congelantes? O instituto Climatempo recordando que em seu primeiro alerta sobre a forte massa de ar polar, lançado no final de junho, apontou que ela seria de acordo com sua previsão para a estação deste ano.

Os metereologistas apontaram que todo o frio do Inverno 2019 ficaria concentrado neste mês, assim como este resfriamento na primeira semana não mudaria a expectativa de estação com poucos eventos de frio sob a influência de um El Niño fraco. O curioso está na característica deste fenômeno em dificultar a chegada do ar polar, gerando massas menores e menos intensas.

Contudo, a meteorologista Patricia Madeira, especialista em análise climática, observa que a influência do El Niño não impede a eventual entrada de massas fortes. “Principalmente porque o fenômeno este ano é fraco. Mas, em média, as temperaturas vão ficar acima do normal quando fizermos a conta no fim deste Inverno”, reitera. Patricia assinala ainda que se fosse Inverno com La Niña, seria de frio persistindo por mais tempo.

Um Inverno de uma semana
No calendário, o Inverno se estende até o dia 23 de setembro, mas o frio para 2019 ocorreu todo nos primeiros 10 dias de julho, em forte massa de ar polar que passou sobre o Brasil entre 4 e 9 de julho. Sendo que os dias de frio mais extremo foram 6 e 7 de julho. 

Nevou e houve temperatura negativa em várias áreas do Rio Grande do Sul e de Santa  Catarina, inclusive em regiões de baixa altitude, entre os dias 5 e 6. E o clima regoroso foi registrado também em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e até região serrana do Espírito Santo. 

Correlações El Niño e La Niña
O fato de termos um El Niño não inviabiliza um evento de frio extremo na América do Sul. La Niña facilita a ocorrência de ondas de frio fortes. Mas não se pode generalizar ou adotar um padrão de correlação fechado entre o frio extremo e os fenômenos La Niña e El Niño.

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