FOTO: ARQUIVO/JORNAL IBIÁ

Acompanhamento mensal feito pela Emater mostra que, em 2018, Município registrou apenas 1.707 mm de chuva

O escritório local da Emater realiza, mensalmente, o acompanhamento da precipitação da chuva em Montenegro. Conforme o levantamento da empresa pública, choveu 1.707 milímetros durante todo o ano de 2018 no Município. O índice é o menor dos últimos oito anos e o segundo menor dos últimos dez, período cuja média anual de precipitação é de 2.041,3 milímetros de chuva.

Conforme a relação, os montenegrinos iniciaram 2018 com um janeiro relativamente chuvoso; mas, já em fevereiro, tiveram a maior seca da década para o período. O mês mais seco do ano, porém, foi abril, com o registro de apenas 42 milímetros de chuva. Já o mês mais chuvoso foi setembro, com 291 milímetros registrados. Uma característica marcante foi, justamente, essa grande variação da precipitação de um mês para outro.

Apesar dos índices alarmantes, a Emater indica que a falta de chuva não trouxe grandes consequências para as principais culturas praticadas em Montenegro. “Por mais que a chuva tenha sido menor do que a média histórica, no decorrer do processo, ela foi razoavelmente bem distribuída, então não tem como identificar que deu problema em termos de perdas em função disso”, destaca o extensionista rural da empresa, Valmir Michels. “Seria um problema mais grave se chovesse em abundância em apenas um período e houvesse seca em outros.”

Para a citricultura – a principal atividade do Município – o especialista destaca que é nos primeiros meses do ano que se tem a principal necessidade de chuva. Apesar de um fevereiro seco, em janeiro e março, a precipitação foi relativamente alta, aumentando a umidade nos pomares no período em que ela é mais necessária para encher a polpa das frutas. Na pecuária, Valmir adiciona que as pastagens para a alimentação dos animais também não foram prejudicadas pelo fenômeno.

O meteorologista Gil Russo, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), explica que 2018 foi marcado pelo status de “neutralidade” dos fenômenos “El Niño” e “La Ninha”, que não agiram sobre o clima ou sobre os bloqueios atmosféricos que, apesar de comuns, impedem o avança das chuvas e normalmente são influenciados por um ou por outro. O “El Niño” e o “La Ninha” são diretamente relacionados com as temperaturas nas águas do Oceano Pacífico, e, opostos, provocam efeitos extremos no clima de diferentes partes do mundo, como o aumento considerável das chuvas ou até secas severas.

Janeiro deve ser chuvoso
Após uma virada de ano marcada pelo calor intenso e muito seco, a chuva já chegou nesta quinta-feira e deve marcar toda a primeira quinzena deste mês de janeiro, segundo o Climatempo. A RGE, empresa responsável pela distribuição de energia elétrica, emitiu um alerta sobre a possibilidade de temporais isolados devido a áreas de instabilidade vindas da Argentina e do Uruguai ao longo dos próximos dias.

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