Erni questiona o atraso no atendimento de casos graves

Ver a sua mulher aparecer na porta de saída da emergência do Hospital Montenegro (HM) e, ainda com dores, pedir para ser levada para casa foi o que fez o citricultor Erni Ênio Pilger, 58 anos, explodir em revolta com a demora no atendimento ambulatorial, no fim da tarde de ontem. Assim como ele e a mulher, Rosane da Silva Pilger, 52 anos, dezenas de outros familiares e pacientes esperaram horas por atendimento. No caso do casal de Costa da Serra, eles chegaram no ambulatório às 15h30min de ontem e até às 18h não haviam recebido atendimento. “Minha mulher pediu para levá-la embora para tomar seus chás, e não soro”, relatou.

“Minha mulher não aguenta de dor. Já vomitou duas vezes no banheiro da emergência e tem pedras no pâncreas, mas recebeu uma fitinha azul”, lamentou Erni. “Quem eu aciono num caso desses, a Brigada Militar?”, questiona. A revolta do citricultor era acompanhada por outras pessoas que buscam assistência médica e aguardavam horas para serem atendidos.
Diretor do HM, Carlos Batista da Silveira disse que a demora no atendimento se dava por superlotação. Ele comentou ainda que a Prefeitura de Montenegro não pagou o contrato de pronto-atendimento dos meses de novembro e dezembro de 2016 e de janeiro de 2017. “Além disso, os postos de saúde estão fechados e o atendimento noturno da Prefeitura também”, criticou.

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