Rejane foi uma das mães da favela beneficiadas na ação

Complemento. Foi distribuído também 100 vale-gás durante a ação

Um combo da “felicidade” foi distribuído para centenas de famílias na tarde desta sexta-feira, 2, na Associação da Vila Esperança. Através da ajuda de parceiros, a unidade de Montenegro da Central Única das Favelas (Cufa) distribuiu 210 cestas básicas para as mulheres cadastradas no programa “Mães da Favela”, e garantiu que todas elas recebam durante seis meses os produtos. Além disso, 100 vale-gás foram doados para auxiliar aquelas que mais necessitam no momento.

Nem a máscara foi capaz de impedir a visualização da alegria das mães que passaram pela ação. Apesar de já saberem da doação das cestas básicas, o vale-gás foi uma surpresa, e que veio em muito boa hora. “O gás faz muita falta. Eu estava te cozinhando no fogão à lenha, e agora já vai ajudar bastante, está muito caro o gás”, diz Rejane da Gama.

100 vale-gás foram distribuídos

Moradora da Vila Esperança, a mães de cinco filhos e integrante do Núcleo Maria Maria ressalta a importância da Cufa e da ação realizada. “Para mim significa muito, porque ajuda bastante. Como o meu marido trabalha de autônomo ele ganha por dia, ajuda, mas a gente tem água, tem luz, tem o gás também, tem outras contas, então pra mim ajuda muito, é uma benção”, concluí. Rejane também estava participando como voluntária, e não esconde o bem que isso faz. “Eu gosto, adoro, o bom é que a gente vê o sorriso das crianças, é muito gratificante”, completa.

As cestas básicas fazem parte de uma ação da Cufa nacional, e estão sendo doadas pela Vale do Rio Doce. Segundo o coordenador da Cufa em Montenegro, Rogério Santos, o valor da cesta é em torno de 100 reais, ou seja, as mães irão economizar 600 reais cada. Em um mês serão destinados 21 mil reais ao todo para este fim, e 126.000 até o final do período.

Já o vale-gás, a Cufa Montenegro contou com a parceria do supermercado Padre Réus, e a distribuidora Gástudo. “É importante ressaltar que a economia circula só aqui na cidade. O dinheiro veio de fora, mas foi comprado em um supermercado local, e o supermercado vai comprar também de um representante da cidade”, completa Rogério.

Além desses itens essenciais, as mães da favela ainda contaram com a distribuição de roupas e cobertores na ocasião. “O importante de comentar é que a matéria do Jornal Ibiá nos instigou bastante, porque tinha mães da favela e elas estavam falando da questão do frio, e a gente conseguiu cobertor para algumas que não tinham ganhado”, comenta o coordenador.

Fortalecimento das famílias

Rogério ressalta que o olhar da Cufa não é através do assistencialismo, mas sim de fortalecimento das mães da favela. “Elas já estão aprimorando para o pós-pandemia para ver a questão do mercado de trabalho, então isso é uma coisa que a gente faz. Hoje a gente está fortalecendo com a Cufa, porque é importante não faltar nada para essas mães”, explica. Ele relembra que Rejane foi uma das mães que através da parceria entre a Cufa, a Prefeitura de Montenegro e o Senai, concluiu o curso de Corte e Costura na última semana.

Além de receber a cesta, Liane Pereira da Silva também ajudou como voluntária

Assim como Rejane, Liane Pereira da Silva é também realizou o curso de corte e costura, e nesta sexta também foi contemplada com a entrega da cesta básica e do vale-gás. “Vai ajudar muito, eu fiquei super feliz quando o Rogério e a Kaká falaram que ia ser meio ano, imagina, são seis meses garantidos de cesta básica, é maravilhoso, porque é uma coisa que ajuda muito em casa”, desabafa.

Liane explica que desde o início do ano teve a sua bolsa família bloqueado devido a um estágio de 15 dias, e essa ajuda irá auxiliar o cuidado dos seis filhos. “Em um dia a gente ganhou para meio ano e um mês inteirinho com o vale-gás. […] Fiquei muito feliz”, completa.

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