Gestor do Cadastro Único, Dieimeson comenta que cerca de 200 pessoas devem ter passado pelo Centro ontem. Segundo ele, 400 famílias estão na lista de espera para receberem as cestas

Centro realiza avaliação e auxilia famílias em vulnerabilidade na época da pandemia

Ontem, 2, pela manhã, na frente do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) formou fila. Ag rande procura pelo local se deu porque, devido a pandemia de coronavírus, o Centro está realizando a avaliação de cadastrados para a entrega de cestas básicas. O isolamento social pelo coronavírus tem deixado autônomos e trabalhadores com dificuldades financeiras.

O CRAS está com a equipe reduzida e em horário de atendimento das 8h às 12h, de segunda a sexta-feira. Dentro desse horário, os interessados em solicitar a cesta básica podem se dirigir até o Centro, localizado na rua La Salle, 09, bairro Municipal, ou, entrar em contato através dos números 36491110 ou 36494564.

O gestor do Cadastro Único, Dieimeson Alves, explica que não estão realizando o cadastramento, pois o momento é reservado para atenção às pessoas já cadastradas que estão necessitando de auxílio. Ele explica que não há um dia específico, por enquanto, para fim das distribuições, já que dependem de doações, e afirma que enquanto conseguir, o CRAS seguirá auxiliando as famílias do município que estão em vulnerabilidade.

Alves conta que a Secretaria de Assistência Social está recebendo doações, assim como comprando itens. “Recebemos 500 cestas semana passada, mas já tem 400 famílias na espera”, salienta.

Juçara Britto, 60, está desempregada e foi para a fila às 7h para preenchimento da ficha avaliativa. Ela conta que é participante do Cadastro Único, mas que não ganha cestas básicas, normalmente. “Geralmente eu pego roupas na Secretaria de Habitação, deixando as cestas para quem mais necessita. Só que agora a situação mudou”, pontua, se referindo ao coronavírus. “Isso aqui tudo de gente na fila são pessoas necessitadas que não têm alimento em casa”, ressalta ela.

Maria Jeneci Rodrigues, 47, está na mesma situação que Juçara. Ela não tem costume de receber alimentos do CRAS, mas, por enquanto, passou a se tornar uma necessidade. “Como a gente não pode trabalhar, fica difícil”, pontua.

Alves acrescenta, ainda, que o CRAS está pensando continuamente na reorganização das ofertas, considerando o que pode ser temporariamente suspenso ou adiado, assim como o que precisa ser intensificado e implementado. “Observamos medidas e condições que garantam a segurança e a saúde dos usuários e profissionais”, finaliza.

Quem pode retirar a cesta básica e onde
“Entendemos que todos necessitam, mas precisamos realizar essa avaliação por prioridade dentre nossos cadastrados”, pontua Dieimeson. Mesmo assim, afirma que cerca de 95% das famílias que solicitaram a cesta, a receberão.

Alves explica que idosos, famílias com maior número de crianças ou baixa renda assim como autônomos, catadores e participantes do Bolsa Família são as prioridades no momento.

Ele salienta, ainda, que o local de retirada das cestas após avaliação será na Secretaria de Habitação, Desenvolvimento Social e Cidadania (SMHAD), localizada na rua Coronel Apolinário de Moraes, 1705, Centro. A entrega em casa será realizada apenas aos que não têm condições de sair de suas residências como idosos e pessoas com deficiência.

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