Os proponentes da CPI, Neri de Mello e Talis Ferreira, junto do presidente da Câmara, Erico Velten (ao centro)

Vereadores aguardam maior embasamento para iniciar investigação, mas já reúnem as cinco assinaturas necessárias

Mais um capítulo da história do plano de carreira dos servidores se desenrolou na última sexta-feira. Já sinalizadas na tribuna pelo vereador Talis Ferreira (PR), as tratativas para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigue o impacto do plano na folha de salários do município tiveram andamento após uma visita dele e de outros colegas à Promotoria de Justiça.

Com o intuito de buscar embasamento para a CPI, Talis e os vereadores Neri de Mello Pena, o “Cabelo” (PTB), Joel Kerber (Pogressistas), Juarez Vieira (PTB), Erico Velten (PDT) e Felipe Kinn (MDB) estiveram na sede do MP. Lá, verificaram que já existe uma denúncia registrada relacionada ao caso e receberam garantias de que uma CPI não causaria prejuízos à averiguação em andamento.

Talis e Cabelo – como proponentes da CPI – precisariam do voto de mais dois vereadores para dar início aos trabalhos. Já conseguiram três. Joel Kerber, Cristiano Braatz (PMDB) e Felipe Kinn garantiram ser a favor do inquérito. Talis conta que a abertura só não foi imediata – na sexta – devido à orientação do setor jurídico da Câmara, que disse ser necessário um maior embasamento sobre o caso, com a reunião de mais informações.
Para isso, no dia 19, ocorrerá uma reunião com a empresa que foi contratada para analisar o impacto do plano antes de sua implantação, em 2015; e, em data ainda não definida, um encontro com a equipe da Prefeitura que propôs as mudanças. Talis espera que a CPI tenha início ainda neste mês de julho.

As polêmicas alterações do plano foram votadas há três anos, já no governo de Luís Américo Aldana. O documento – que estabelece, dentre outros pontos, as regras para as promoções salariais dos servidores públicos – indicava que, com as atualizações, os gastos com pessoal aumentariam em torno de R$ 300 mil por mês para a Prefeitura. Na prática, este aumento tem sido seis vezes maior, chegando a mais de R$ 1,6 milhão.

Os gastos adicionais são justificativas constantes para a crise financeira do município e o impedimento no andamento de projetos e melhorias na infraestrutura da cidade. “Quem estudou esse impacto financeiro? Nós estamos no vermelho, em situação bastante delicada, e o município está com as mãos e os pés amarados por causa do impacto que deu esse plano. O que aconteceu que esse impacto está em R$ 1,6 milhão?”, coloca Talis. É esta pergunta que a CPI espera responder.

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