À tarde, diretora do 5º núcleo do Cpers discursou na Praça Rui Barbosa

Mobilização. Ato promovido pelos professores foi a principal ação em Montenegro

O movimento entitulado Greve Geral levou trabalhadores de algumas categorias às ruas na última sexta-feira, 14, contra a reforma da Previdência, cortes na educação e desemprego. Além de atos nas capitais, rodovias foram bloqueadas em cidades de menor porte. A BR-386 teve bloqueio logo pela manhã, no trecho de Nova Santa Rita.

Alunos e integrantes do Cpers se concentraram em frente à Fundarte

Em Montenegro, o 5° Núcleo do CPERS/Sindicato conclamou aos professores e funcionários de escolas para a Greve Geral. A diretora geral do Cpers, Juliana Kussler, salienta a importância do movimento. “Estamos nos unindo contra a Reforma da Previdência, para barrá-la. É muito importante mesmo. Primeiro, que alertamos todo mundo que não pôde estar presente ou não está por dentro do assunto sobre as razões da Reforma ser tão ruim. E, segundo, que mostramos pros políticos que sabemos que isso só ajuda os maiores.”

Secretária da Cpers, Clara Plentz Mardini concorda com Juliana. “Queremos que se juntem à luta neste dia. Vamos lutar por nossos direitos, aposentadoria digna e educação de qualidade”, sublinhou.

Durante a tarde foi realizada uma concentração no Núcleo da cidade, e logo em seguida, caminhada com panfletagem sobre a Reforma da Previdência até a Praça Rui Barbosa, no Centro. Lá, a entrega de panfletos seguiu com discursos sobre a Reforma no megafone. “Não podemos deixar essa Reforma da Previdência passar. Não podemos deixar que o trabalhador leve nas costas essa Reforma, que só vai nos penalizar”, destacou Juliana.

A professora Patrícia Lencini de Moura, da escola estadual Adão Martini, localizada na Vendinha, esteve presente na manifestação. “O objetivo é ir contra essa avalanche que está vindo com o Governo Federal que vai atingir diretamente nas nossas vidas”, reitera. Para os professores, a Reforma não causará prejuízos apenas a eles, e sim também para toda a sociedade brasileira.

“A greve é nosso instrumento de luta para manifestar nossa discordância, pois mais uma vez o povo tem que pagar a conta pela má gestão dos governos”, dizia o texto dos professores para chamada do público ao movimento.

Para os que não tiveram a chance de participar do movimento durante o turno da tarde, à noite ocorreu uma caminhada com o apoio dos alunos de licenciatura da Uergs. Em concentração em frente à Fundarte, com cartazes e panfletos eles se encaminharam até a Praça Rui Barbosa para marcar o seu posicionamento na greve. Para a aluna de Teatro, Charlene Uez, estar presente nas ruas é de extrema importância e traz pontos positivos para todos. “A criminalização da LGBTfobia, é um dos grandes avanços que conseguimos. Mais uma vez fortalece que estar na rua é lutar pelos direitos, e faz parte do ato de ser cidadão”, diz.

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