Galhos e troncos estão espalhados na calçada e no asfalto

Polêmica. Tradicional vegetal chamava atenção no local por conta de sua imponência, mas estava danificando calçada

Um trecho conhecido da avenida Julio Renner, a Via II, no bairro Timbaúva, por abrigar dezenas de árvores perdeu um dos seus exemplares nesta semana. Localizado na frente do supermercado Ponto Econômico, o vegetal ocupava um espaço no passeio público há mais de 20 anos e chamava a atenção por sua imponência.

O corte começou a ser realizado por funcionários da Prefeitura na manhã de terça-feira e se estendeu até o dia de ontem com dezenas de galhos e troncos caídos na calçada e no asfalto. Leitores do Ibiá interagiram através de rede social denunciando a derrubada e questionando a legalidade do corte.

Uma fita de isolamento foi colocada para cercar os restos do exemplar e evitar acidentes. Pelo menos 15 metros cúbicos de galhos serão removidos em um caminhão por funcionários do município, tendo como destino a compostagem. Já os troncos serão reaproveitados na usina de asfalto. A previsão é que o serviço será concluído somente nesta quinta-feira.

Proprietário do supermercado, Juares da Rosa, 47 anos, garante que não foi o autor do pedido de corte. Diz que apenas foi comunicado da derrubada por conta da mesma estar afetando o asfalto – piso está levantado – e a rede de esgoto ter sido também atingida pelas raízes.

Juares conta que possui o negócio há 20 anos e nunca teve problema com a árvore, inclusive é o responsável pelo seu desenvolvimento, já que chegou a plantar uma floreira e a colocar esterco para acelerar o crescimento. “Eu plantei quatro mudas de árvores menores no canteiro central, três estão ali até hoje, uma foi atingida em um acidente. Essa que foi derrubada foi a que mais cresceu, as outras não se desenvolveram tanto”, acrescenta o comerciante.

Preocupado com o meio ambiente, o proprietário do supermercado disse que é preciso cuidar do mundo e saber desfrutá-lo, portanto não acredita que vá haver polêmica com o fim da árvore na frente do seu negócio. Tanto que promete plantar outra muda no mesmo local, mas um exemplar com menor poder de crescimento.

Através da assessoria de comunicação, a Prefeitura de Montenegro informou que trata-se de um exemplar exótico, com a derrubada permitida, sem qualquer impedimento na lei. A bióloga Gisele Ramos, indicada para falar sobre o assunto, estava fora da Prefeitura e somente teria condições de atender a reportagem nesta quinta-feira.

Vizinha ficou surpresa com a retirada
Moradora dali, Marisa Elizabete Arabites, 42, tem um trailer de lanches nas imediações. Ela ficou surpresa com o corte da árvore, já que não foi fornecida qualquer informação pela Prefeitura. “A gente ficou sem saber de nada e estranhou. O meio ambiente é o foco da nossa respiração.”

Para ela, poderia ter sido adotada uma solução intermediária, ou seja, uma poda com menor potencial agressivo. A preocupação dela é que outros exemplares da avenida tenham o mesmo destino, já que há situações muito piores do que esta. “Estes desmatamentos vão terminar com o nosso oxigênio. A árvore nunca incomodou”, finaliza.

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